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Presidenciais 2011 (15).

por Tomás Vasques, em 06.12.10

Manuel Alegre disse, ontem, na Lourinhã, que «os estados democráticos têm de libertar a dívida soberana dos especuladores e dos mercados financeiros». Como não adiantou a solução, eu sugiro que se instale, na Reboleira, uma tipografia clandestina a imprimir notas de 500 euros.

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publicado às 17:13

A herança.

por Tomás Vasques, em 05.12.10

Depois de um governo de «salvação nacional», entre 1983 e 1985, chefiado por Mário Soares (e composto pela elite da política portuguesa: Mota Pinto, Hernâni Lopes, Jaime Gama, Álvaro Barreto, Maldonado Gonelha, Francisco Sousa Tavares, Rui Machete, Veiga Simão, entre outros), Cavaco Silva veio, durante 10 anos e duas maiorias absolutas, dar um novo rumo ao país: despesismo do Estado, auto-estradas, rotundas, promoções automáticas na Função Pública, assessores e mais assessores e por aí fora. Não é de admirar, pois, que Cavaco Silva – o pai do estado a que chegámos – tenha «percebido», em 2003, como agora lembra, o estado a que Portugal iria chegar com o rumo que lhe deu em 1985, quando o «ouro» de Bruxelas chegava diariamente aos cofres da Nação.  Há, de facto, heranças pesadas. E, nestes dias, a de Cavaco pesa mais do que qualquer outra.

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publicado às 14:08

Figuras de estilo.

por Tomás Vasques, em 04.12.10

Rui Rio foi um homem de sorte durante a ditadura.

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publicado às 23:41

Uma rajada nas pernas.

por Tomás Vasques, em 04.12.10

Três ou quatro centenas de controladores áereos espanhóies abandonaram o seu trabalho sem aviso prévio, lançando a confusão em muitos aeroportos europeus e deixando mais de um milhão de passageiros ao deus dará. Nos tempos que correm as greves com maiores consequências provêm de gente bem remunerada que não quer prescindir do segundo (ou terceiro) carro, nem das férias em ilhas paradísiacas. O governo espanhol deu a resposta que se impunha nesta situação, entregando o camando das torres de controlo dos aeroportos civis às Forças Armadas e declarando o estado de emergência, o que implica que os grevistas ficaram sob a alçada do Código Militar Penal. Estão todos a voltar ao trabalho com o rabinho entre as pernas. Pelas declarações dos espanhóis retidos nos aeroportos, o governo pode despedir imediatamente todos os controladores que toda a Espanha aplaudirá. Esta acção contra as regras e pondo em causa a segurança de pessoas não foi um tiro nos pés. Foi uma rajada nas pernas.

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publicado às 13:24

A fábula do escorpião.

por Tomás Vasques, em 01.12.10

Dizem por aí que a moeda que usamos, o Euro, está às portas da morte. A extrema-unção já lhe foi ministrada. Uns já anunciaram o seu falecimento e rejubilam com a desconstrução europeia que aí vem; outros, mais sábios, dizem que já tinham avisado, mesmo antes do Euro nascer, que teria vida curta; que isto, assim, sem critérios de convergência rígidos, sem união fiscal e política, nunca podia chegar a bom porto. Tudo gente de vistas largas. As carpideiras do costume juntam-se em coro a enumerar factos incontestáveis: os «mercados da dívida» incendiaram Atenas; as chamas já chegaram a Dublin e encaminham-se agora velozmente para Lisboa. Depois, chegarão a Madrid e alastrarão a Roma e a Bruxelas. É já inevitável – dizem. A coveira, a senhora Merkel, só terá de enterrar o corpo. E sobre os escombros desta Europa Social poderá nascer, então, uma Europa neo-liberal. Cá para mim, que não entendo de finanças, nem tenho biblioteca, tudo isto se parece com a fábula do escorpião e da rã. Falta saber se os «investidores» e os «mercados da dívida» estão a fazer de escorpião ou de rã.

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publicado às 13:06

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