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Blogues.

por Tomás Vasques, em 16.08.10

João Villalobos e Luís Naves juntaram-se à volta de Emoções Básicas. No tempo do Grand Hotel é um bom aperitivo.

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publicado às 19:30

Eutanásia?

por Tomás Vasques, em 16.08.10

 

 

Cartoon do JN, 16.08.10.

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publicado às 18:12

Eça de Queirós.

por Tomás Vasques, em 16.08.10

 

 

Eça de Queirós morreu há cem anos. Uma pessoa devia voltar-se para trás, para a estante, retirar um Eça e ler. Se não tiver um à mão — é uma vergonha.

 

Francisco José Viegas.

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publicado às 08:28

Pontal – o elogio do efémero.

por Tomás Vasques, em 15.08.10

Em Março deste ano, ainda não se passaram meia dúzia de meses, no discurso de encerramento do último congresso do PSD, Pedro Passos Coelho, eleito presidente dos social-democratas, referiu-se à necessidade de uma revisão constitucional, como medida indispensável no combate à crise que nos assola. Alguns meses depois, cumprindo o que disse, foi derramando em entrevistas o essencial do projecto social-democrata, o qual foi submetido a algumas cirurgias internamente até ser aprovado em Conselho Nacional. Uma ou duas semanas depois, e debaixo de uma demlidora avalanche de criticas ao dito projecto de revisão constitucional, o PSD caiu 10% no barómetro da Marketest, o que foi comprovado por outras sondagens. Ontem, no Pontal, em Quarteira, local da rentrée politica do PSD, Passos Coelho, no seu discurso, não disse uma única palavra sobre a necessidade da revisão constitucional. Ficámos, assim, sem saber se, para Passos Coelho, a crise desapareceu milagrosamente no último mês ou se, o que faz mais sentido, o presidente do PSD ainda não encontrou a «solução» para combater a crise. Neste momento, abandonar o projecto de revisão constitucional é pior do que o ter apresentado nos termos em que o fez: ninguém se esquece da proposta apresentada e revela falta de convicção ao escondê-la debaixo do tapete.

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publicado às 18:09

Citações.

por Tomás Vasques, em 12.08.10

A soldado desconhecida, Ferreira Fernandes, DN, 12.08.10:

 

 

 

Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?

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publicado às 09:17

Combate de blogues.

por Tomás Vasques, em 10.08.10
Combate de blogues de Agosto, onde Tiago Mota Saraiva nos deu - a mim,  a Rodrigo Moita de Deus e João Maria Condeixa uma «lição» sobre a importância do sindicalismo na execução da acção penal. Ainda houve tempo, no final, para falar da grande vitória do F C Porto sobre o o Benfica.

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publicado às 12:41

Sondagens e circo.

por Tomás Vasques, em 10.08.10

O Francisco é de opinião que, neste meu post, onde concluí que os portugueses estão cansados de circo a partir de uma sondagem do Expresso sobre o processo Freeport, há «um pequeno, ligeiro equívoco» (Já antes, o João Gonçalves tinha feito, a propósito, uma observação e, no Domingo, o Tiago Mota Saraiva, no Combate de blogues, também me chamou a atenção mais ou menos no mesmo sentido). Longe de mim a veleidade de nunca me enganar ou de raramente ter dúvidas e de saber, tal como o Francisco, que os veredictos, em países civilizados, não vão a sondagens. E acontece que a opinião pública não é propriamente o fiel da balança quando se trata da lei. No entanto, insisto: o que me ressaltou dos resultados da sondagem citada foi a quase unanimidade dos inquiridos sobre a longevidade do processo nesta sua fase de inquérito, apesar de notar que as perguntas estavam formuladas para a resposta vir a reboque. Isto quer dizer que, em meu entendimento, em termos de «opinião pública», e passados seis anos, não se sente o sentimento de «apure-se a verdade independentemente do tempo que levar». A violação permanente e diária do segredo de justiça, transformando uma investigação num «circo mediático», e a sua longevidade sem obter resultados de monta, conduz inevitavelmente à percepção do uso da investigação para fins políticos e, consequentemente, ao seu descrédito enquanto investigação. É deste «circo» que o pessoal está cansado. Não tem nada a ver com veredictos ou com leis.

 

Adenda: A Ana Cristina Leonardo também não perdeu oportunidade de me chamar a atenção para o tempo em que «a malta sabia que a política era uma puta velha e não uma inocente virgem». Só que neste imbróglio eu tenho dúvidas sobre quemrepresenta o papel de «puta velha» e quem faz de «inocente virgem».

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publicado às 10:52

Os portugueses estão cansados de circo.

por Tomás Vasques, em 06.08.10

A avaliar pela sondagem de Agosto Expresso-SIC-RR/Eurosondagem, a opinião dos portugueses em relação ao «caso Freeport» é elucidativa. 60% dos inquiridos acham bem que José Sócrates não tenha sido acusado e apenas 27.2 % veriam com bons olhos uma acusação ao primeiro-ministro. Quanto ao tempo de duração da investigação no processo Freeport, mais de 81,5% é de opinião que devia ter encerrado há mais tempo, enquanto 86,5% acha que devia haver um prazo limite para se concluir uma acusação. Estamos perante uma opinião inequívoca, em qualquer das três questões colocadas: o pessoal está cansado de circo.

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publicado às 10:03

O seu a seu dono.

por Tomás Vasques, em 05.08.10

Neste começo de Agosto, com metade dos portugueses a banhos e a outra metade a meio-gás, para além de Pedro Passos Coelho ter recolhido a sua proposta de revisão constitucional, o mais relevante acontecimento político foi o grito do Ipiranga do Procurador-Geral da República, nas páginas do Diário de Notícias. Seguiu-se, em resposta, uma «carta aberta» dos sindicalistas do Ministério Público. O teor das duas intervenções deixa claro duas coisas. A primeira: foi tornada pública a luta surda que há muito tempo se trava, entre o Procurador-Geral e o Sindicato, pelo comando efectivo do MP (parece que os poderes formais da «rainha de Inglaterra» se subordinam aos poderes informais do Sindicato); a segunda: a crise do MP (parte importante da crise da Justiça), agora na praça pública, merece a atenção, com carácter de urgência, de quem detém legitimidade democrática para decidir sobre o tema: o poder político, governo e oposição. Deixar em banho-maria esta situação significa agravá-la em cada dia que passa. Sempre que, em democracia, polícias (ou Exército) pretenderam controlar o poder político deu para o torto.

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publicado às 10:02

Meter o dedo na ferida.

por Tomás Vasques, em 03.08.10

O Procurador-Geral da República, em entrevista ao DN, diz o que é evidente:

1. «É absolutamente necessário que o poder político (seja qual for o governo e sejam quais forem as oposições) decida se pretende um Ministério Público autónomo, mas com uma hierarquia a funcionar, ou se prefere o actual simulacro de hierarquia em que o procurador-geral da República, como já vem sido dito, tem os poderes da Rainha de Inglaterra e os procuradores-gerais distritais são atacados sempre que pretendem impor a hierarquia.

2. É imperioso que se diga que modelo se deseja para o País: Se um sistema em que o Sindicato quer substituir as instituições ou um Ministério Público responsável. É preciso que sem hesitações se reconheça que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público é um mero lobby de interesses pessoais que pretende actuar como um pequeno partido político.»

A saúde da democracia exige que PS e PSD discutam, em conjunto, esta chaga em que o Ministério Público se transformou e encontrem uma solução.

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publicado às 07:55

Alçada pública, disse ele.

por Tomás Vasques, em 03.08.10

Mendes Bota, líder do PSD/Algarve, em conferência de imprensa, hoje, em Portimão, condenou a privatização de 49% da Empresa Municipal de Águas e Resíduos proposta pelo executivo municipal, presidido pelo PS. O argumento do PSD foi o seguinte: «além de considerarmos que a água é um bem essencial e estratégico, devendo estar sob a alçada pública, a mesma é fruto de importantes receitas municipais».

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publicado às 00:03

Mais um combate de blogues.

por Tomás Vasques, em 02.08.10

O Rodrigo Moita de Deus «explicou-nos», ontem, que devia ser o primeiro-ministro a tomar a iniciativa de ir bater à porta do MP e responder às perguntas que, eventualmente, os senhores procuradores lhe quisessem fazer. Garantias dos cidadãos em direito penal, com centenas e centenas de anos, como «presunção de inocência» ou «ónus da prova» são tábua rasa neste país.

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publicado às 16:54



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