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O Mundial de futebol e a maldição Mick Jagger.

por Tomás Vasques, em 02.07.10

A Cristina, ontem, dava conta da maldição Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones: «Ele estava na bancada do estádio de Rustemburgo a apoiar a selecção dos Estados Unidos quando a equipe norte-americana foi eliminada por Gana. Ele estava na bancada do estádio de Bloemfontain a apoiar a Inglaterra quando os ingleses foram eliminados pela Alemanha. O problema para os brasileiros, é que agora ele decidiu optar pelo Brasil.» E mais uma vez a maldição se cumpriu.

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publicado às 17:32

Os dois fôlegos de Carlos Brito.

por Tomás Vasques, em 01.07.10

 

 

Carlos Brito (Moçambique, 1933) foi durante mais de três décadas um dos mais destacados dirigentes comunistas. Saiu do PCP e, passado um período de nojo, publicou Álvaro Cunhal, Sete Fôlegos do Combatente (Edições – Nelson de Matos) – um testemunho memorialista sobre as suas relações com o líder dos comunistas portugueses.

O autor usa, ao longo de quase 400 páginas, uma memória selectiva que lhe permite circular em dois sentido (ou dois fôlegos). Quando utiliza um dos sentidos, não analisa os factos passados a partir da visão actual. Por exemplo, quando escreve que em «1999, após o seu regresso de facto ao comando do Partido, impondo a férrea obediência da ortodoxia conservadora à Direcção vigente» ou quando se indigna com a intervenção de Cunhal no XII Congresso, em 1988, acusando os «camaradas que contestavam ou criticavam» de estarem «inseridos na campanha anti-PCP», Carlos Brito não quis projectar estas apreciações para trás, até 1966, quando se encontrou com Cunhal num café da Place de Clichy, em Paris. Isso incomoda-o porque teria de concluir que o líder dos comunistas sempre impôs, desde que fugiu de Peniche, «a férrea obediência da ortodoxia conservadora à Direcção» e sempre acusou os «que contestavam» de agentes anti-partido. E que ele, Carlos Brito, durante três décadas, foi um homem de mão de Cunhal na aplicação dessa visão «ideológica». Quando utiliza o outro sentido, analisa os factos passados, incluindo os fôlegos de Cunhal, a partir da sua visão actual, e não com a que tinha na altura, e que o levou a estar sempre de acordo com o camarada secretário-geral. Por exemplo, «A sublimação do factor militar (…) é que explica que Álvaro Cunhal tenha sido surpreendido pelo 25 de Abril» ou que nesta «altura ainda não tinha percebido o Movimento das Forças Armadas». Os exemplos multiplicam-se, às dezenas, em toda a narrativa e seria fastidioso enumerá-los.  

Esta duplicidade de critérios transforma o testemunho de Carlos Brito num ajuste de contas com Álvaro Cunhal e, sobretudo, com Carlos Costa e a actual direcção do PCP. Nem podia ser de outro modo: são as memórias do Autor.

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publicado às 23:47

O Estado todo-poderoso.

por Tomás Vasques, em 01.07.10

O Governo invocou o «interesse nacional» para fundamentar o voto/veto contra a compra da Vivo brasileira à PT. Ora, o «interesse nacional» é uma prostituta que nos acompanha há séculos, e que é usada sem cerimónia para todos os fins, sempre que dela precisam. Por isso, deixemos de lado o «interesse nacional». A decisão política de usar os poderes conferidos ao Estado pelas «acções douradas», mesmo contra a vontade de 74% dos accionistas, só pode ser interpretada como um posicionamento do PS para as próximas legislativas, onde o papel do Estado na protecção dos cidadãos, sobretudo «os mais desfavorecidos» vai ser tema dominante.  Por este caminho, procurará o PS, deslizando para a «esquerda», empurrar o PSD para a «direita» e apresentá-lo como o futuro coveiro do Estado Social (destruição do SNS, reformas privadas, fim de prestações sociais, como o rendimento mínimo, etc.), abandonando à «selva do mercado» os portugueses. A posição do PS na questão das SCTUS, nomeadamente ao querer isentar do pagamento de portagens quase toda a gente, vai no mesmo sentido. O desfecho final do negócio da compra da Vivo pela Telefónica ainda está por conhecer. Mas, para o governo, não essa a questão principal. Mesmo que o negócio se realize, passando a Vivo para a Telefónica, o que é muito provável, a posição política do governo já foi marcada.  

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publicado às 12:25

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