Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Combate de blogues.

por Tomás Vasques, em 20.07.10
Rodrigo Moita de Deus não «conhecia», ainda, que a proposta de revisão constitucional de Passos Coelho retira da Constituição o direito à Saúde «tendencialmente gratuito».

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:22

O novo PSD.

por Tomás Vasques, em 20.07.10

Pedro Passos Coelho tem apresentado a sua proposta de revisão constitucional a conta-gotas. Hoje, o PSD propõe que sejam retiradas da Constituição as expressões "tendencialmente gratuito" no capítulo da saúde e "sem justa causa" na proibição dos despedimentos.  Esta proposta do PSD, que só será aprovada internamente amanhã, é clarificadora. Ela é, acima de tudo, o programa ideológico e político do novo PSD. Há quem ainda não perceba, mas esta clarificação permite ao PS um novo fôlego na próxima campanha eleitoral.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:42

Meter água em tempos de crise.

por Tomás Vasques, em 18.07.10

A Ministra do Trabalho, Helena André, «meteu água» numa entrevista ao DN.   Foi atrás do jornalista e escorregou. Depois de ter afirmado que os salários na função pública estavam «congelados», pretendeu retirar ao entrevistador o argumento de que a inflação significava um «corte» nos salários e estatelou-se ao avançar com um «ajustamento» correspondente à inflação.  Já deu o dito por não dito num comunicado em que remete a competência de tal decisão para o Ministro das Finanças. Não precisava de acrescentar mais nada. Agora, não vale a pena vir dizer que foi «incorrectamente interpretada» quando o que disse na entrevista ao DN está, na versão áudio, escarrapachado na página on-line daquele jornal. É mais fácil assumir a «gaffe» do que tentar contorná-la. Quem nunca «meteu água» que atire a primeira pedra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:46

Combate de blogues.

por Tomás Vasques, em 18.07.10

Hoje, às 19h30, Combate de blogs, na TVI24. Estarei lá com Rodrigo Moita de Deus, Marta Rebelo e Nuno Ramos de Almeida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:26

Luta política e frases de salão.

por Tomás Vasques, em 17.07.10

O presidente do PSD, Passos Coelhos, em entrevista ao Público, defende a revisão da Constituição no sentido de conferir mais poderes ao Presidente da República em prejuízo do Parlamento, com o objectivo de permitir a formação de governos sem o recurso a eleições. Esta proposta deve ser discutida, o que é normal em democracia. Não se aceita, apesar de os dias quentes convidarem ao laser, é que Vitalino Canas, pelo PS, se refira à proposta de Passos Coelho com ar de praia, como quem não tem nada para dizer, afirmando tratar-se de um «pensamento vazio» ou, na mesma linha, o BE, pela voz de José Manuel Pureza, afirme tratar-se de «uma manobra de diversão». A resposta à proposta de Passos Coelho só pode ser política. Vitalino Canas e José Manuel Pureza deviam aprender com Jerónimo de Sousa: «é uma proposta que não pode ser desinserida daquilo que o PSD pretende fazer em relação a minar os fundamentos em que assenta o regime democrático.» Esta é uma resposta política e não uma frase de salão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:53

Ontem, no Parlamento, durante a discussão do «Estado da Nação», todos os protagonistas representaram o seu papel; seguiram à risca o guião mil vezes lido e relido durante muitas outras sessões parlamentares. O primeiro-ministro, como lhe competia, apontou os desafios do governo (consolidação orçamental e dívida pública, crescimento económico e modernização do país), listou os aspectos positivos da governação, sustentando-os em números, e enumerou as dificuldades resultantes da crise mundial. O discurso inicial de José Sócrates seguiu o tom optimista que o caracteriza, e nem outra coisa era de esperar. As Oposições, também como lhes competia, puxaram pelas dificuldades que o país e os portugueses atravessam, pelo desemprego e o aumento de impostos, esconderam a crise internacional e atribuíram todos os males do mundo ao primeiro-ministro. Todos os partidos da oposição fizerem uso de um pessimismo inveterado a raiar a «desgraça iminente», e nem outra coisa era de esperar. O único momento inesperado do debate foi protagonizado por Paulo Portas ao propor a demissão do primeiro-ministro e a formação de um governo chefiado por outro dirigente do PS em coligação com o PSD e o CDS. Esta proposta, já avançada várias vezes anteriormente, revela que 1) a impaciência do líder do CDS em querer ser de novo Ministro a todo o custo; 2) a dúvida e o temor que tem em ver o PS, com José Sócrates, ganhar as próximas eleições legislativas, antecipadas ou não; 3) o desprezo pelos resultados eleitorais de há menos de ano. O contrário do que parece, a proposta de Paulo Portas é um rasgado elogio a José Sócrates e apenas significa o temor eleitoral que tem do primeiro-ministro, tal como Pacheco Pereira que já tinha avisado: «É muito difícil ganhar eleições a José Sócrates». Paulo Portas devia aprender com Passos Coelho: a ânsia de chegar ao governo a qualquer preço é má conselheira.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:47

As jornadas parlamentar do PSD acabaram com o presidente do partido, Passos Coelho, a ter de apanhar os cacos no discurso final. O estilo Joe Berardo (recentemente, apresentou como solução para a saída da crise: «Nacionalizar tudo e começar tudo de novo») está a fazer escola. Cada um dos convidados dos deputados social-democratas disparou para onde quis e lhe apeteceu esburacando o cenário montado.

 

Luís Campos e Cunha não esteve para meias medidas. Num momento de particular sensibilidade democrática, propôs uma quota de «deputados não-eleitos» a conferir aos partidos políticos para seu belo uso e prazer. Assim como quem atribui um subsídio de representação para almoços. Mas não se ficou por aqui. Propôs também a representação do voto branco por «não-deputados», ou seja, por lugares vazios nas bancadas de S. Bento. Diz quem assistiu que o devaneio gelou os parlamentares social-democratas. Não era para menos, apesar da tarde escaldante.

 

Depois, Manuel Villaverde Cabral, outro dos convidados, mostrou-se agastado com a passividade do PSD face à «Frente Popular» constituída pelo PS, PCP e BE, em torno das eleições presidenciais, e aconselhou mesmo os social-democratas a derrubarem de imediato o Governo. Incluiu nesta cumplicidade Cavaco Silva e, avisou, que se não lhe seguirem o conselho o PSD será cúmplice da vitória da Frente Popular.

 

Por fim, veio Hernâni Lopes colocar a cereja em cima do bolo. Disse o Professor que nunca mais o país sairá da cepa torta enquanto o Governo não reduzir os salários da Função Pública em, pelo menos 20%.

 

Todas estas originalidades programáticas nas jornadas parlamentares do PSD, introduzidas pelos convidados, obrigaram Passos Coelho a dar por terminado o «namoro» com o governo e com o primeiro-ministro e a recusar dançar outra vez o tango no Orçamento de 2011 e do Bloco Central. Esta recusa não esconde que o PSD ainda anda a «apalpar» qual o rumo a seguir se vier a ser governo. Daí a criteriosa escolha dos convidados. Mas, até lá, ainda tem de se desfazer da proposta de Hernâni Lopes que se colou que nem lapa ao programa do PSD.

 

(Publicado no Aparelho de Estado).

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:01

Futebol e política.

por Tomás Vasques, em 11.07.10

 

 

Ontem, em Barcelona, realizou-se a maior manifestação de sempre da história democrática da Catalunha. Mais de um milhão de catalães vieram para rua em defesa do Estatuto autonómico referendado em 2006. Hoje, a selecção de Espanha joga, pela primeira vez, uma final do campeonato do mundo de futebol. Afinal, como se prova, e ao contrário do que por aí se diz, o futebol não desvia a atenção das pessoas da defesa do que consideram os seus interesses.  

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:03

Elementar.

por Tomás Vasques, em 10.07.10

Podem-se fazer as leituras que se quiser, mas não há volta a dar: um comunicado do Ministério da Cultura a criticar a actuação no desempenho do cargo de um director-geral depois de este ter pedido a demissão só pode significar a debilidade política da senhora Ministra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:20

Axiomas.

por Tomás Vasques, em 10.07.10

Daniel Oliveira, sempre atento, concluiu que «Quem quer defender o interesse público não privatiza.» Este pensamento do dia, assim apresentado como verdade absoluta, tinha destinatário: o primeiro-ministro. Mas, fora esse pormenor, uma leitura a contrario dirá que «quem quer defender o interesse público nacionaliza». Por cá, foi esse o caminho apontado nos idos de 1975, como antes tinha sido o rumo de todas as experiências que reclamaram para si o guião marxista. Nessas experiências, o «interesse público» acabou invariavelmente nas mãos das nomenclaturas partidárias, em ditaduras totalitárias, na resolução das «contradições no seio do povo» com tiros na nuca, em campos de concentração para os «inimigos do povo», em pobreza extrema para quem trabalha. O pensamento do dia enunciado por Daniel Oliveira é, paradoxalmente, um axioma que precisa de ser demonstrado.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:17

.

 

 

Um recente estudo realizado por sociólogos do ISCTE dá conta que 31% das famílias estão no escalão imediatamente acima do limiar de pobreza – ganham entre 379 e 799 euros e que 57% vivem com um orçamento familiar abaixo dos 900 euros. É neste contexto que o PCP e o BE apresentaram hoje, no Parlamento, uma proposta no sentido do Estado pagar as portagens de quem se desloca em viatura própria nas auto-estradas (até agora sem custos para os utilizadores). É a estes portugueses, com um orçamento familiar abaixo dos 900 euros, que só por artes mágicas têm carro (ou se o têm não se deslocam de carro diariamente para o trabalho), que o PCP e o BE pedem que contribuam para que os que podem viajem sem pagar portagens. Já não há partidos da «classe operária» como antigamente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:47

Cuba, triste Cuba (2).

por Tomás Vasques, em 09.07.10

Vive-se por estes dias uma tensão política inédita na mais antiga ditadura latino-americana. A possível libertação de 52 presos políticos pelo regime castrista, mediada pela Igreja Católica e pelo governo espanhol, na sequência da greve de fome do jornalista Guillermo Fariñas, é um facto sem precedentes e resulta da fragilidade política do regime. Se a libertação de presos políticos vier a acontecer significa a entrada do castrismo na sua derradeira fase.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:28

As jornadas parlamentares do PS, que ontem encerraram com um discurso de José Sócrates, indicam que, em primeiro lugar, José Sócrates (e o PS) espera eleições antecipadas; em segundo lugar, que está claramente esboçada a sua estratégia eleitoral: o retorno à «ideologia».

Nas últimas legislativas, em Setembro passado, quando a «crise internacional» ainda servia apenas de pano de fundo à discussão, José Sócrates permitiu que a agenda do debate fosse marcada pela inabilidade política de Manuela Ferreira Leite e Pacheco Pereira: a construção do TGV e a «asfixia democrática» ocuparam o palco da campanha.

Agora, com a «crise internacional» a sugar o bolso dos portugueses, com a dose reforçada de «medidas de austeridade» que se advinha para 2011, com as perspectivas de crescimento e o desemprego a caminharem pelas ruas da amargura, o PS centrou o debate no terreno «ideológico»: na luta entre o socialismo democrático e o neo-liberalismo; na defesa do Estado Social contra o «neo-liberalismo», representado pelo PSD. O uso dos poderes conferidos pelas «acções dourados» caiu como mel na sopa: o Estado ao serviço dos «interesses estratégicos» da Nação contra a ganância do «Capital». Nas jornadas parlamentares, Francisco Assis foi claro: «O propósito da direita é o desmantelamento do Estado Social. À luz do que tem sido publicado nos últimos dias estamos perante a direita mais radical dos últimos tempos, contra o Estado Social». Depois, o secretário-geral do PS sintetizou: “Esta proposta (de Pedro Passos Coelho em relação à Saúde e à Educação) (…) tem a ver com a revisão da História. Pretende ser um ajuste de contas com a História, contra o Estado Social e o Estado Providência».

A partir daqui, as fronteiras do próximo confronto eleitoral entre PS e PSD estão traçadas. É uma fronteira claramente ideológica: de um lado a esquerda democrática; do outro a direita «mais radical dos últimos tempos». De um lado, a «ganância e o lucro»; do outro, a «defesa do Estado Social e o Estado Providência». E a defesa da Constituição. Ninguém vai querer saber o que cada uma destas «coisas» significa, mas em tempos de profunda crise, «Estado Social» e «Estado Providência» são nomes que soam bem.  

Há quem pense que José Sócrates já está empalhado e metido num congelador à espera que as próximas eleições legislativas o estilhacem. Mas, ninguém se admire, se ele vier a surpreender. Nunca se esqueçam de Mark Twain: as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas.

 

(No Aparelho de Estado).

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:40

Cuba, triste Cuba.

por Tomás Vasques, em 05.07.10

 

Há gente, por cá, no nosso país, que se arvora em «defensores dos trabalhadores» e de «amplas liberdades». É uma treta: são apenas cúmplices de ditaduras ferozes que espezinham os mais elementares direitos humanos, as liberdades e a democracia. O Granma, órgão oficial do Partido Comunista cubano, dirigido por dois implacáveis ditadores, os irmãos Castro, «noticia» a morte, para breve, do dissidente Guillermo Fariñas em greve de fome pela libertação de uma dúzia de presos políticos. Sabemos que a história não perdoa: daqui a uns anos, a memória de Guillermo Fariñas será acarinhada como nome de rua ou de avenida em todas as cidades cubanas, enquanto os irmãos Castro desaparecerão da memória do povo ou apenas serão lembrados pelos seus crimes.

 

PS – O Granma já avisou que Guillermo Fariñas vai morrer para evitar que algum deputado europeu venha dizer, à posteriori, que desconhecia a situação.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:33

A frase da semana.

por Tomás Vasques, em 03.07.10

«Não tenho nenhuma obsessão pessoal em ser Presidente da República.»

 

Manuel Alegre (discurso de inauguração da sede de campanha, no Porto).

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:43




Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2006
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Links

SOBRE LIVROS E OUTRAS ARTES

CONSULTA

LEITURA RECOMENDADA.



Contador

eXTReMe Tracker