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Mais um Combate de Blogs.

por Tomás Vasques, em 23.05.10

Várias perspectivas da crise que a todos atormenta.

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publicado às 23:03

A intolerância dos católicos é divina.

por Tomás Vasques, em 21.05.10
 

Ontem à noite, na ponta final do telejornal da RTP 1, vi uma reportagem sobre um grupo de cidadãos, assumidamente católicos apostólicos romanos, que se deslocam diariamente para a porta de uma clínica de «abortos», em Lisboa. E, aí, rezam com afinco e fé, de rosário na mão. «Pai-nosso que estás no céu…» diziam uns, enquanto outros respondiam: «Ave-Maria cheia de graça…». Ri como há muito tempo não me ria. E sabem porquê? Aqueles devotos eram os mesmos que há duas semanas chamaram todos os nomes à iniciativa de outro grupo de cidadãos que lhes passou pela cabeça distribuir preservativos à saída das missas celebradas por «sua santidade». Os caminhos da fé são, para mim, insondáveis. E os caminhos da intolerância, também.

 

(No Aparelho de Estado.)

 

 

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publicado às 15:59

Tarot à Eduardo Cintra Torres.

por Tomás Vasques, em 21.05.10

 

 

Eduardo Cintra Torres é um dos mais tenazes críticos deste governo e, sobretudo, do primeiro-ministro. Mesmo desbocado, e muitas vezes sem razão, o cronista do Público presta um relevante serviço à democracia: um governo que não tenha críticos implacáveis é um governo sem razão de existir. E empobrece a democracia. No entanto, Eduardo Cintra Torres, de vez em quando, para sustentar as suas críticas, faz de bruxo. Hoje, na sua crónica habitual, para fundamentar a necessidade de correr urgentemente com este governo, argumenta que vivemos num «país em que o povo está contra o Governo». Não sei quem lhe deu esta dica. Provavelmente, lançou os búzios ou as cartas. Mas não tem de nada de inaceitável. Há muita gente a ganhar a vida assim.

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publicado às 14:31

Sondagens.

por Tomás Vasques, em 21.05.10

 

 

 

No barómetro de Maio, sondagem efectuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, de 13 a 18 de Maio de 2010, ou seja, depois da divulgação das «medidas de austeridade» acordadas entre José Sócrates e Passos Coelho, o PS e o PSD sobem (mais o PSD do que o PS) e CDS-PP, PCP e BE descem. O PS continua a ser o partido mais votado. Há uma frase batida que arruma qualquer interpretação dos resultados: as sondagens valem o que valem. Contudo, não se devem esconder alguns sinais: 1. os portugueses começam a ter consciência que estavam a viver acima das suas possibilidades; 2. os portugueses sabem que, neste momento, são necessárias «medidas de austeridade»; 3. os portugueses valorizaram a atitude do partido da oposição – o PSD – que colaborou na definição das medidas a aplicar; 4. os portugueses penalizaram os partidos que assobiaram para o ar. A ver vamos se assim é.

 

(No Aparelho de Estado).

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publicado às 10:44

Atentados ao Estado de Direito.

por Tomás Vasques, em 20.05.10

Mota Amaral, presidente da famosa comissão parlamentar de inquérito ao negócio PT-TVI, declarou preto no branco: «A Constituição não permite o uso de escutas a não ser em processo penal.» Ora, assim sendo, o que levou o PSD e o PCP e solicitarem as ditas escutas e a vasculhá-las? É claro, desde o primeiro momento, que a ânsia persecutória de Pacheco Pereira (ao usar escutas telefónicas num processo político) é – essa sim – um atentado ao Estado de Direito.

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publicado às 18:00

O amor nos tempos de crise.

por Tomás Vasques, em 19.05.10

 

 

 

As últimas declarações de Passos Coelho sobre as obras públicas, a entrevista do primeiro-ministro à RTP e o anúncio de uma moção de censura, levam-me a concluir que não gostou de ser ver a dançar o tango com José Sócrates. A imagem é, de facto, muito intimista, muito «bloco central». E Passos Coelho quer ser primeiro-ministro quando a casa estiver mais arrumada, mesmo que para isso tenha de dançar o tango. Pelo menos até às eleições presidenciais ainda vai ter de dar vários passos de dança. Mas, Passos Coelho, não esmoreça: diz a lenda que o tango começou por ser dançado nas prisões argentinas por dois homens. Daí, nunca se fitarem nos olhos.

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publicado às 22:35

Blogues.

por Tomás Vasques, em 19.05.10

Maria do Rosário Pedreira decidiu dar-nos o prazer das suas Horas Extraordinárias (as horas que passamos a ler) feitas de leituras e de amor aos livros. A vigiar diariamente. Atentamente.

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publicado às 21:54

O PCP apresentou uma moção de censura ao governo, a qual vai ser discutida no Parlamento sexta-feira, perante a indiferença do país. A decisão do Comité Central dos comunistas tem três objectivos. Um: enquadrar politicamente a manifestação dos funcionários públicos, marcada para 29 deste mês, e outras contestações sociais que eventualmente possam surgir; dois: marcar a «agenda» política da oposição, retirando iniciativa e margem de manobra ao BE; três: «demonstrar» que o governo socialista não cai porque é sustentado pela «direita», ou seja, sublinhar que «são precisos dois para dançar o tango». A apresentação desta moção de censura não vai dar mais um voto ao PCP, antes pelo contrário. Lembremo-nos que o resultado das grandes manifestações dos professores e da função pública, conduzidas pelo PCP, levaram os comunistas a partido com menos deputados na Assembleia da República. O PCP é um partido que vegeta num limbo: nem é um corpo de «revolucionários profissionais», à moda leninista, preparados para a tomada do poder por meios violentos, nem um partido «reformista» que usa a sua expressão eleitoral para chegar ao poder, por via democrática, e alterar as condições de vida e de bem estar dos cidadãos. O PCP é um partido que se conformou com uma estratégia defensiva, parlamentar, a mendigar uns votos e uns deputados, mesmo quando o «imperialismo, estado supremo do capitalismo» atravessa uma das maiores crises de sempre. A derrota em 25 de Novembro de 1975 e a queda do muro de Berlim desmoralizaram-nos totalmente. O «mundo socialista» em que se revêem, a começar na Coreia do Norte e a acabar em Cuba, deram-lhe a estocada final.  

 

No Aparelho de Estado.

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publicado às 23:01

Good bye Lenine.

por Tomás Vasques, em 18.05.10

 

 

O deputado José Pacheco Pereira, botando palavra na Comissão Parlamentar de Inquérito, falou sobre o morto (o jornal de sexta de Moura Guedes), a bala, a pólvora nas mãos de alguém e a pistola que ele acredita saber quem disparou. Pacheco Pereira ainda quer, hoje, demonstrar que tinha razão na tese da «asfixia democrática». Puro egocentrismo. E pior: ainda não deu conta que em Portugal (e na Europa) mudou o centro das preocupações, que ninguém liga patavina às «investigações» daquela comissão e, finalmente, não percebeu que Manuela Ferreira Leite já não é dirigente do PSD.

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publicado às 21:13

Presidenciais 2011 (7).

por Tomás Vasques, em 17.05.10

O Presidente da República, a propósito da promulgação da Lei do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, fez uma declaração serena, na qual fundamentou a promulgação: seria inútil vetar a Lei porque o parlamento o obrigaria a promulgar, sem apelo, nem agravo. Invocou a «ética da responsabilidade» em desfavor da sua «opinião pessoal». Fez o que era preciso para fidelizar o «seu» eleitorado natural e, ao mesmo tempo, não hostilizar um importante segmento do eleitorado que fique à deriva por falta de opções.

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publicado às 21:34

A ler.

por Tomás Vasques, em 17.05.10

Pedro Correia: Hemingway na Cuba de Castro.

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publicado às 10:37

Combate de blogues.

por Tomás Vasques, em 16.05.10

 

Combate de Blogs, hoje, na TVI 24, às 17:30. Filipa Martins, Rodrigo Moita de Deus, Marta Rebelo e Tomás Vasques debatem o aumento de impostos e o acordo entre PS e PSD para plano de austeridade.

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publicado às 14:47

Cheira a bafio.

por Tomás Vasques, em 16.05.10

 

 

O Expresso, ontem, publicou uma entrevista a António José Seguro, um facto normalíssimo do dia a dia da informação e dos jornais. A dada altura, o deputado socialista, disse uma coisa tão simples como esta: «Se houver um momento em que eu considere que seja útil dar o meu contributo ao PS e ao país, em torno do projecto e das ideias que defendo, assumirei as minhas responsabilidades». De imediato, José Lello veio dar a sua opinião sobre a dita entrevista, o que é normal, apesar dos termos utilizados revelarem nervosismo à flor da pele. Contudo, dizer – como Lello o fez – que a entrevista de António José Seguro «não é boa nem em termos de solidariedade partidária, nem em termos do interesse nacional» cheira a bafio – cheira a «União Nacional».

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publicado às 12:10

Citações.

por Tomás Vasques, em 15.05.10

A generalidade dos media patrocina o tremendismo. Saque fiscal, berrava um tablóide que ainda na véspera clamava por medidas duras. A oposição anda entretida com o caso PT/TVI. (Não vi o dr. Portas, nem o doutor Louçã, a proporem moções de censura ao governo.) Antigos ministros das Finanças (até Eduardo Catroga!, que deu cabo do saneamento de Ernâni Lopes ao gerar o Monstro) falam como se no tempo deles isto tivesse sido um mar de rosas. Bloggers que só lêem da Economist para cima fazem de conta que a realidade é estanque; na deles, o país ressurgia esplendoroso com Sócrates e duzentos mil funcionários públicos na rua. São patetas, mas o discurso do governo não ajuda a pô-los na ordem.


E ainda vamos no primeiro acto
.

 

A opera buffa, Eduardo Pitta.

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publicado às 14:05

Crise? Qual Crise? Queremos ser felizes agora.

por Tomás Vasques, em 14.05.10

 

 

As medidas de «austeridade» ontem anunciadas pelo primeiro-ministro, com o apoio do maior partido da oposição, não surpreenderam ninguém, tal era a sua inevitabilidade. Vieram agora e não antes, como muito boa gente pedia e é inútil qualquer exercício sobre o momento «adequado». A «crise grega», a pressão dos credores exercida através das classificações das «agências de rating» e a «preocupação franco-alemão sobre a necessidade de «estabilidade do euro» decidiram o momento «oportuno». O resto, é uma discussão que serve apenas para alimentar egos e vaidades dos que pensam que tiveram razão «antes de tempo». Há quase três anos – em Agosto de 2007 – as ilusões do crédito fácil (às empresas, às famílias e aos Estados) e do milagre da multiplicação dos pães (simbolizada na sociedade de investimentos do senhor Modoff, muito respeitada na Wall Street), assentes no crescimento «eterno» do consumo, levaram ao colapso financeiro. Alguns bancos arderam nas chamas que os próprios atearam; outros foram salvos com dinheiros e avais dos contribuintes. Países, como a Islândia, quase foram na água do banho. A partir daí, todos disseram que estávamos a viver a maior crise mundial desde os anos vinte do século passado e quase todos disseram que, depois desta crise mundial, nada voltaria a ser como antes. Mas, no fundo, todos (empresas, famílias e Estados) acreditaram, a todo o momento, que podíamos andar à chuva sem nos molhar; acreditaram no «regresso ao passado». Qualquer indício, mesmo insignificante, de «retoma» era suficiente para governantes decretarem o «fim da crise» e governados se dirigirem de imediato ao «Multibanco». Agora, talvez se perceba melhor que não basta a consolidação orçamental, a que o grosso das medidas de «austeridade» ontem anunciadas se destina. Ainda temos de resolver o elevado endividamento externo. E nada disto se consegue de modo duradoiro sem profundas alterações que melhorem a competitividade do tecido económico, sem reformas que diminuam significativamente o peso (e os gastos) do Estado na sociedade e na economia e sem muita poupança e muito trabalho. No plano «racional» concordamos com todas as medidas de austeridade e com todas as reformas necessárias, mas temos um grande empecilho (que é, ao mesmo tempo, uma grande virtude): vivemos ao pé do sol e queremos ser felizes agora.

 

No Aparelho de Estado.

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publicado às 16:01




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