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||| Disponibilidades.

por Tomás Vasques, em 26.07.09

Se Pacheco Pereira viesse dizer que o PS o tinha convidado para a lista de deputados, ninguém acreditava. Como foi Joana Amaral Dias a dizer há quem acredite. E porquê? Porque só é susceptível de ser convidado quem transmite a outros a percepção de estar disponível para aceitar. É essa disponibilidade que lança a dúvida sobre o suposto convite. Como complemento, não se deve descartar a «manobra de pressão» sobre Louçã para integrar as listas do BE.

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publicado às 23:13

||| Citações.

por Tomás Vasques, em 26.07.09

Joana Amaral Dias poderia ter sido convidada pelo PS, recusar o convite e encerrar o assunto em privado e em silêncio. Entendeu, por razões que não interessa para o caso, comunicar o sucedido a Francisco Louçã. Este, por sua vez, poderia ter ficado a saber do sucedido e nada dizer em público. Entendeu, todavia, criar um caso político. E é aqui que o caso se torna interessante: por que motivo Louçã decidiu amplificar e dar um impacto político ao convite?

Dissuasão, pura e dura. Louçã entendeu responder de forma desproporcional, de modo a incutir um custo, ou a expectativa de um custo, de tal forma elevado que obrigue o PS a pensar duas vezes antes de voltar a abordar alguém do BE.

Ironicamente, a reacção de Louçã revela também fraqueza. Algo surpreendentemente ficámos a saber que o líder do BE receia as investidas do PS nas suas águas. Louçã receia eventuais deserções nas fileiras. Quem diria?

 

Paulo Gorjão (Delito de opinião)

 

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publicado às 22:30

||| Assédio, disse ela.

por Tomás Vasques, em 26.07.09

Se José Sócrates, secretário-geral do PS, tivesse convidado Joana Amaral Dias para a lista de candidatos a deputados do PS, nas próximas eleições legislativas, estava no exercício dos seus direitos e tinha toda a legitimidade para o fazer, apesar do mau gosto político de tal convite  Se o secretário-geral do PS tivesse abordado a bloquista e lhe tivesse dito: «minha cara, se o PS ganhar as eleições conto consigo para dirigir o Instituto da Droga e da Toxidependência, estava no pleno uso dos seus direitos e tinha toda a legitimidade, apesar dos danos que iria causar ao dito instituto. Perguntar não ofende, diria o outro. E só um trotskista furibundo pode encontrar nisto «tráfico de influências». Parece, afinal, que a coisa pia mais fino: Joana Amaral Dias, rejeitada no último congresso do BE, está empenhada em recuperar a confiança que Louçã lhe retirou. E em manter-se, também, à tona de água. Para além de Louçã, o que é normal, toda a direita seguiu atrás das declarações da senhora. Eles – a direita -  andam atrás de tudo o que mexe, enquanto não aparece um programa de governo  do PSD.

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publicado às 16:28

|||Livros e leitores.

por Tomás Vasques, em 26.07.09

 

Gosto de livros. De todos os livros, os que leio e os que não leio. Os livros guardam o património e a memória do que somos. E são amigos silenciosos e fiéis. Há quatro décadas que, compulsivamente, compro livros. Ainda me recordo que, há 40 anos, a primeira coisa que fiz quando recebi o meu primeiro salário foi comprar um livro, o meu primeiro livro comprado (antes eram as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian que suportavam a minha leitura). Numa livraria em Almada. Já não sei precisar se foi As vinhas da Ira ou A um deus desconhecido, mas não é relevante. Foi John Steinbeck. Não sei se me vou adaptar ao e-book. Gosto de os folhear, sublinhar, dobrar o canto superior direito da página. Arrumá-los na estante. Há quem não perceba o que é gostar de livros. A esses aconselho a frequentarem livrarias, como quem frequenta restaurantes. E nunca saírem de uma livraria sem comprar um livro. E, assim, aprenderem a ler como Kate Winslet, em The Reader. Vão ver como serão muito mais felizes.

 

 

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publicado às 15:44

||| Eles gostam de cuspir para o ar.

por Tomás Vasques, em 24.07.09

 

Leio nos jornais que Cavaco Silva, em visita oficial à Áustria, anda a promover o turismo nacional. Com esta finalidade, disse num discurso: «Portugal, para os austríacos, incluindo os vienenses, é frequentemente associado a imagens de sol e de praia. Mas somos, também, um património que reflecte uma história riquíssima, a beleza paisagística multifacetada do nosso interior continental e das nossas ilhas atlânticas e uma sociedade aberta à modernidade. Espero que cada vez mais vienenses se sintam estimulados a melhor conhecer este Portugal». É natural, faz parte das suas funções, quer do presidente da República, quer do primeiro-ministro, quer de qualquer ministro, sobretudo o da Economia, quando se deslocam ao estrangeiro procurem fomentar as relações comerciais com Portugal ou promover os nossos produtos. Mas as línguas viperinas da nossa praça, afiadas pela cegueira partidária, disseram cobras e lagartos quando o primeiro-ministro promoveu no estrangeiro o famoso computador Magalhães. Se algumas dessas almas penadas conseguisse utilizar as duas partes da cabeça ao mesmo tempo, hoje diriam que Cavaco Silva anda na Áustria a vender hotelaria. Mas não têm essa coragem política. Estão em silêncio a morder a língua.

 

 

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publicado às 16:54

||| Campanha eleitoral na blogosfera.

por Tomás Vasques, em 24.07.09

Em resposta ao SIMplex, apareceu hoje oficialmente (e finalmente) o Jamais – o blogue onde se reúne um conjunto de pessoas que gostariam de ver o PSD ganhar as próximas eleições legislativas. A coisa promete…

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publicado às 09:59

||| Justiça para ricos e para pobres.

por Tomás Vasques, em 24.07.09

Desde sempre, desde tempos imemoriais, mas para não ir mais longe, desde Roma – a do Império – que há uma justiça para ricos e uma justiça para pobres. E nem a experiência soviética e seus derivados alterou esta realidade. O juiz desembargador Rui Rangel - coitado - só descobriu isso agora. E o mais caricato é que atribui ao actual governo a principal responsabilidade por esta situação. Arcar com a responsabilidade de, pelos menos, dois mil anos, é obra! É mau, muito mau mesmo, sobretudo para os pobres, saber que a «Justiça» está nas mãos desta casta cujos interesses corporativos se sobrepõe à Justiça. Rui Rangel explicou o que o motiva: este governo é o «principal responsável», apenas e só porque, segundo as suas palavras, disse: «Estes senhores têm férias a mais, não trabalham, pelo que o problema dos atrasos nos tribunais tem a ver com as férias a mais». Se este governo não tivesse mexido nos seus privilégios, certamente, para o juiz Rangel, este governo teria sido um «bom governo» Há uma justiça para ricos e uma justiça para pobres. É inquestionável. Mas o juiz Rangel e os seus pares são tão responsáveis, ou mais, do que todos os que nos governam desde Afonso Henriques.

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publicado às 02:14

||| Citações.

por Tomás Vasques, em 22.07.09

Ouvi esta noite MFL dizer que uma medida proposta pelo PS seria vergonhosa… ou que o PS devia ter vergonha de qualquer coisa que não fixei. Em seu lugar não propôs nada. É uma linguagem política muito pobre. Estou convencido que se o PS desse o mínimo sinal de ponderação e de novidade ganharia as eleições legislativas. Há muita gente que agradeceria. Pelo País.

 

José Medeiros Ferreira (Bicho-carpinteiro)

 

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publicado às 09:39

||| Treinador de sofá.

por Tomás Vasques, em 22.07.09

Este verão, o Benfica já gastou mais dinheiro, com a renovação da equipa, do que o Sporting deve gastar nas próximas dez épocas. 27 Milhões de euros. É um grande investimento para o retorno previsto: disputar o segundo lugar ao Sporting.

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publicado às 09:06

||| Simplex.

por Tomás Vasques, em 20.07.09

||| A Dama de Espadas não serve.

por Tomás Vasques, em 18.07.09

Não é demais insistir na desorientação política que o PSD atravessa (que teve o seu início com a fuga para Bruxelas de Durão Barroso, se agudizou com Filipe Meneses e se prolongou com Manuela Ferreira Leite) e que lhe confere um elevado grau de perigosidade para os portugueses, enquanto partido que, em quaisquer circunstâncias, é alternativa de governo. O dia a dia do PSD está cheio de contradições que denunciam essa perigosidade, caso tivesse que constituir governo. Eles estão deveras baralhados, e mais baralhados ficaram desde que ficaram de esperanças, depois dos resultados das europeias. Veja-se este exemplo recente: Pacheco Pereira, apoiante incondicional da direcção do partido, diz da sua líder o que Maomé não era capaz de dizer do toucinho: "Manuela Ferreira Leite tem direito a uma interpretação especial (...) Enreda-se, tropeça, troca." Por sua vez, Passos Coelho, adversário interno de Manuela Ferreira Leite, que Pacheco Pereira não quer que faça parte da lista de deputados por causa das suas opiniões, acredita e deseja a maioria absoluta do PSD nas próximas legislativas, e faz, em entevista ao DN,  «um apelo à responsabilidade do eleitorado, para que saiba o que pode esperar de um governo frágil ou de um governo mais forte. Não há razão hoje para que o PSD tenha menos condições do que teve o PS.” Parece mais que estão à volta de uma mesa de poker, cada um fazendo bluff à sua maneira, do que a preparar uma séria alternativa de governo.

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publicado às 22:20

||| Citações.

por Tomás Vasques, em 18.07.09

 

Paris Hilton muito low--cost: "Face a uma crise destas, é importante que as pessoas não gastem mal o seu dinheiro em coisas de que não têm realmente necessidade..." Quem diria que a miúda era capaz de aprender tão depressa? A crise pode, afinal, ser uma boa escola...

 

 

 

José Mateus, CM, 18.07.09

 

 

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publicado às 12:38

||| Interpretação especial?

por Tomás Vasques, em 17.07.09

O PSD não sabe o que fazer se tiver que formar governo, para além de «assumir o poder» e distribuir o «aparelho de Estado» pelos seus aficionados. Abstiveram-se de pensar, enquanto alternativa de governo, nos últimos anos. Foram irresponsavelmente do contra sem apresentar alternativas. Não às obras públicas, não à avaliação dos professores, não… não… Agora, a dois meses das eleições, estão baralhados, sem réstia de decoro: um dia dizem uma coisa; no outro, o seu contrário. Esta desorientação é tão notória que até o «ideólogo mor» do situacionismo laranja, Pacheco Pereira, necessita de pedir clemência, argumentando que «Manuela Ferreira Leite tem direito a uma interpretação especial». Portugal está encalacrado, mas se esta desorientação política chega ao poder, nem que mandem cá em baixo outra nossa senhora de Fátima nos salva do desastre.

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publicado às 14:03

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 17.07.09

 

Rui Bebiano, historiador, escreveu no seu blogue (A Terceira Noite) Outubro, um conjunto de textos a propósito do 90º da revolução bolchevique em de 1917, o qual foi agora editado em livro pela editora Angelus Novus.

 

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publicado às 09:17

||| Ninguém vai ao Chão da Lagoa à borla.

por Tomás Vasques, em 17.07.09

«Não me interessa o que o meu partido pensa. Eu penso pela minha cabeça. Eu sou pelo TGV» - Disse hoje, em Beja, Alberto João Jardim, temendo que a historieta da «proibição do comunismo», por via constitucional, não tivesse sido bem compreendida no interior do PSD.

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publicado às 00:29




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