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Jogos perigosos?

por Tomás Vasques, em 04.07.07
Os principais líderes da oposição – Marques Mendes, Paulo Portas e Jerónimo de Sousa – todos os dias apelam aos eleitores para aproveitarem as eleições intercalares para a Câmara de Lisboa a fim de censurarem o governo socialista. Na noite de 15 de Julho, se António Costa obtiver uma maioria clara (mesmo que não seja absoluta) espero que Marques Mendes, Paulo Portas e Jerónimo de Sousa tirem as devidas ilações dos seus apelos e não venham com tiques de mau perdedor contar a «história» de que estas eleições, afinal, eram para a Câmara e não para o governo.

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publicado às 11:51

Leituras.

por Tomás Vasques, em 03.07.07

Aceitando a «provocação» de Adriana (a Senhora Sócrates, naturalmente), mesmo desprezando o sábio conselho de Séneca – folheio agora este, agora aquele –, aqui vai uma selecção das minhas leituras recentes na área da ficção.



As Bicicletas em Setembro, de Baptista-Bastos, edições ASA. É um amigo, mas é sempre um prazer lê-lo. Desde o primeiro romance (O Secreto Adeus, lido no final dos anos sessenta - ainda conservo esse exemplar, Portugália Editora, 1963 -, onde o autor mistura a sua cidade, Lisboa, com a actividade jornalística, a literatura e a política.) fiquei um fiel leitor de Baptista-Bastos.

Cemitério de pianos, José Luís Peixoto, Bertrand Editora. É uma fidelidade mais recente: desde morreste-me não mais perdi de vista José Luís Peixoto. No Cemitério de pianos, a densidade narrativa não ofusca a envolvente poética.
Longe de Vera Cruz, Enrique Vila-Matas, Assírio & Alvim. É, para mim, uma recente leitura de culto. Imperdoável: li pela primeira vez Vila-Matas o ano passado (Paris nunca se acaba). De modo que, desde aí, tenho procurado recuperar a leitura perdida: seguiu-se Bartleby & Companhia e, agora, Longe de Vera Cruz, para além de Doutor Passavento.
TODO-O-MUNDO, Philip Roth, Dom Quixote. Conhecia Roth de Casei com um comunista, a minha primeira e única leitura do autor. Mas, acho, só o «descobri», agora, com TODO-O-MUNDO. Uma vida – várias vidas – genialmente condensadas em 180 páginas.
O Voo da Rainha, Tomás Eloy Martínez, Edições ASA. O escritor argentino, frequentemente comparado pela crítica sul e norte americana a Garcia Marquez, conta-nos a paixão obcecada do director de um jornal de Buenos Aires por uma jornalista que tem metade da sua idade. Uma história de amor e de poder na boa tradição latino-americana, quer na narrativa, quer nos sentimentos.


E agora tenho que «passar a bola»: ao João Tunes, ao Jorge Ferreira , ao Eduardo Graça, ao Carlos Manuel Castro e ao Raimundo Narciso.

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publicado às 22:43

Subtilezas.

por Tomás Vasques, em 03.07.07
Aqui está uma maneira subtil de Gordon Brown dizer que, quanto à guerra do Iraque, não está de acordo com Tony Blair .

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publicado às 18:20

Viva a Espanha!

por Tomás Vasques, em 03.07.07



«La natalidad en España alcanza su récord desde 1991 : Durante el año 2006 hubo 481.102 nacimientos, 14.731 más que los registrados en el año anterior. La tasa bruta de natalidad (que refleja el número de nacimientos por cada 1.000 habitantes) se incrementó hasta 10,92 desde el 10,75 del año 2005.».

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publicado às 18:02

Eleições viciadas?

por Tomás Vasques, em 03.07.07

João Ramos de Almeida, jornalista, publicou recentemente Eleições Viciadas? - O frágil destino dos votos, autárquicas de 2001 em Lisboa. Com prefácio de André Freire («Este livro é extremamente importante porque revela que os processos eleitorais no Portugal democrático são estruturalmente permeáveis a distorções.»), o livro constitui um alerta, em geral, sobre a contagem de votos e o seu «transporte» até ao Governo Civil, nos actos eleitorais; e, sobretudo, uma denuncia fundamentada das irregularidades eleitorais nas eleições de Dezembro de 2001, em Lisboa. Na introdução, o autor deixa claro o que vai demonstrar ao longo do livro: «Suspeitas de fraude eleitoral têm pairado ao longo dos anos sem uma conclusão. A investigação do Ministério Público produziu 14 volumes e, de acordo com o processo, os indícios revelaram-se fundamentados. (…) Os resultados anunciados pelas entidades oficiais na noite das eleições não coincidiram com os valores constantes nas actas das secções de voto. Alguém, algures entre o apuramento nas freguesias e a comunicação ao Governo Civil, alterou os resultados eleitorais de 27 das 53 freguesias do concelho.» Recheado de factos e de quadros demonstrativos das irregularidades – ou, nas palavras do autor, da fraude eleitoral -, a investigação vale bem uma leitura atenta, pelo menos, agora, para suscitar uma reflexão. Como escreve João Ramos de Almeida: «O resultado final pode inquietar qualquer cidadão que acredite na democracia e que provavelmente nunca se questionou sobre o que efectivamente acontece ao seu voto».

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publicado às 17:37

Agora? (3)

por Tomás Vasques, em 03.07.07


Caro Francisco: é verdade que só parcialmente se justifica a minha pergunta. Sobretudo, porque um regime democrático não pode admitir, num acto eleitoral, irregularidades como as que ficaram provadas nas eleições autárquicas de 2001, em Lisboa. (Não são meras suspeitas). Há o dever de investigar e denunciar a todo o tempo. Recordo-me do dossier da Grande Reportagem - um excelente trabalho. Mas, para o candidato derrotado, João Soares, o assunto ficou morto na noite das eleições. Já depois do telefonema de António Guterres para João Soares a comunicar-lhe o abandono do cargo de primeiro-ministro, começaram os primeiros telefonemas a dar conta de que os votos contados não batiam certos. Foi-lhe sugerido que requeresse ao tribunal a recontagem dos votos. Dispunha de 8 dias para o fazer. Mas, João Soares, se a memória não me falha, terá dito: «Não vou ganhar na secretaria o que perdi nas urnas». E desinteressou-se completamente do assunto, apesar da insistência de um seu amigo, Alberto Silva Lopes , em lhe demonstrar a fraude. E como a história da cidade e do país seguiu outro caminho…

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publicado às 12:39

Agora? (2)

por Tomás Vasques, em 02.07.07
«Resultados das autárquicas de 2001 em Lisboa foram alterados»

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publicado às 23:46

Memórias.

por Tomás Vasques, em 02.07.07


Há situações em que é demagogia invocar a memória, mas a Constituição Política da República Portuguesa de 1933 foi aprovada em referendo pelos «votantes» da altura.

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publicado às 22:01

Agora?

por Tomás Vasques, em 02.07.07
«Suspeita de fraude na corrida à Câmara de Lisboa em 2001»

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publicado às 21:42

É muito difícil ser padre nesta paróquia.

por Tomás Vasques, em 02.07.07
Quando José Sócrates diz que, em primeiro lugar, é necessário fazer aprovar o Tratado entre os 27 Estados da União Europeia, e só depois avaliar qual a forma de ratificação - se parlamentar, se referendária - os defensores do referendo (quando o referendo lhes dá geito...), de imediato, clamam: aprovar o Tratado? Mas está tudo acordado. Agora é só dactilografá-lo. Mal o primeiro-ministro polaco diz publicamente que a Polónia quer continuar a negociar texto do novo tratado da EU, aí vêem eles, de facada afiada: julgavam que eram favas contadas? Ainda vão chegar ao fim da presidência portuguesa sem o Tratado aprovado. Afinal em que ficamos?

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publicado às 21:31

«Massa crítica»

por Tomás Vasques, em 02.07.07
Paulo Gorjão tem a seguinte teoria:
«À medida que o tempo passa, sem ter noção do que lhe está a acontecer, o governo deixa-se envolver por uma bolha. Rodeado de fiéis que tendencialmente lhe diz o que quer ouvir e que ficam em silêncio quando o tema previsivelmente desagrada ao chefe, a determinada altura o governo, ou pelo menos uma parte, perde o contacto com a realidade. As fronteiras e as linhas de demarcação tornam-se mais difíceis de detectar, ou mesmo invisíveis, e, sem que disso se apercebam, perdem a noção de bom senso e senso comum
Mais do que uma «teoria pessoal», o exposto é uma constatação de facto. E não é exclusivo dos Governos. Corrói transversalmente a sociedade portuguesa – institutos públicos e direcções-gerais, empresas públicas e privadas. O remédio – dizem todos – é «mais massa crítica». Mas, quando ela aparece, matam a crítica, esvaziando a massa.

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publicado às 20:55

Namorados.

por Tomás Vasques, em 02.07.07

Flamingos - Lagoa dos Salgados - Algarve (Luis Quinta, Lusitanicus)

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publicado às 20:43

Ler os outros.

por Tomás Vasques, em 02.07.07
«Mais uma vez, o Diplomata recorre a uma citação, agora de Rami Khouri, editor do jornal libanês Daily Star: "Nomear Tony Blair para enviado especial do processo de paz israelo-árabe é o mesmo que nomear Nero para chefiar o departamento de bombeiros de Roma."» AG (O Diplomata).

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publicado às 12:31

A democracia quando nasce é para todos.

por Tomás Vasques, em 01.07.07

Já escrevi sobre os casos «DREN» e «Vieira do Minho». Já escrevi sobre a repugnância que me merecem os delatores. Mas, a propósito destes «casos», há uma coisa que ainda não escrevi: repugnam-me, também, aqueles que, aqui, em Portugal, se armam em virgens, gritam como se estivessem à beira de uma violação, mas defendem com unhas e dentes os «comités de defesa da revolução» – a mais profissional instituição de delatores, instalada em todos os bairros de todas as cidades cubanas, cuja única função é denunciar ao «partido» qualquer suspeita de actividades «contra-revolucionárias» de todos os cidadãos cubanos. As prisões estão cheias de cubanos em resultado de tais denúncias. A democracia quando nasce é para todos.

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publicado às 22:41

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