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Quinquilharias.

por Tomás Vasques, em 25.07.07
Depois do Apito Dourado ter parido um rato e duas gémeas, o senhor Procurador-geral da República, como «prémio», atirou «a magistrada Maria José Morgado» para outra «montanha»: a Câmara Municpal de Lisboa. Fernando Pinto Monteiro achou que o «procurador» Sá Fernandes não dava conta do recado, sobretudo agora que o bloquista, tudo indica, vai «gerir» um pelouro municipal. A senhora magistrada já tem idade para saber que só lhe dão quinquilharias.

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publicado às 19:29

Denúncia (tipo delator).

por Tomás Vasques, em 25.07.07



O clube dos aprendizes de poetas (cada quadra dez tostões) almoça todos os dias no Pão de Canela, a partir da uma da tarde, na Praça das Flores. Não tem lugar à mesa quem não fale em verso, incluindo o pedido do prato (tipo: «quero o prato do dia/ e na ementa faço fé/ por isso eu queria/ o frango de fricassé» ou de quem esteja de acordo com a «situação».

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publicado às 18:14

Ler os outros.

por Tomás Vasques, em 25.07.07
«O MUNDO DÁ MUITAS VOLTAS »

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publicado às 18:06


Meu caro Carlos Manuel Castro: não estou, na maior parte dos casos, em sintonia com Manuel Alegre e, muito menos, com Helena Roseta. Alegre representa a velha esquerda passadista, a imutável voz de Argel, que ainda viaja num comboio imaginário, sem destino, nem «elasticidade» para acompanhar os tempos e desprender-se do passado. Roseta é o oposto: o seu passado político é outro, como todos sabem, e vai moldando o discurso, quase sempre vazio, ao sabor do vento, como convém a quem tem uma necessidade genética em manter-se na ribalta política e gerir a sua carreira. É uma populista por natureza: foi com Sá Carneiro e é hoje como «independente», como foi ontem no PS e, amanhã, quem sabe, no Bloco de Esquerda ou num «novo» partido. Mas, contudo, há princípios basilares que sustentam as democracias. E, esses, não podem ser beliscados. Nem ontem, nem hoje. Nem no tempo da pedra lascada, nem no tempo dos computadores de última geração. Mais: a sua violação tem sempre as mesmas raízes, venham do Santo Ofício ou do Estado Novo, dos Processos de Moscovo ou do «camarada» Chávez. E, aqui, nesta questão essencial, eu sou solidário, à direita e à esquerda, com a defesa da democracia. É uma questão de princípio. Não se pode assobiar para o ar e condescender com delatores e quejando ou com pessoas que não destoariam no tempo da «outra senhora». Só pára no tempo quem perdeu de vista o essencial.

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publicado às 17:14

Citações.

por Tomás Vasques, em 25.07.07

Excertos de Contra o medo, liberdade de Manuel Alegre, Público, 25.07.2007. Sublinhados meus.


«Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á. Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela. Não vivemos em ditadura, nem sequer é legítimo falar de deriva autoritária. As instituições democráticas funcionam. Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual.
(…)
Quem se cala perante a delação e o abuso está a inculcar o medo. Está a mutilar a sua liberdade e a ameaçar a liberdade dos outros. Ora isso é o que nunca pode acontecer em democracia. E muito menos num partido como o PS, que sempre foi um partido de homens e mulheres livres, "o partido sem medo", como era designado em 1975. Um partido que nasceu na luta contra a ditadura e que, depois do 25 de Abril, não permitiu que os perseguidos se transformassem em perseguidores, mostrando ao mundo que era possível passar de uma ditadura para a democracia sem cair noutra ditadura de sinal contrário.
(…)O que não merece palmas é um certo estilo parecido com o que o PS criticou noutras maiorias. Nem a capacidade de decisão erigida num fim em si mesma, quase como uma ideologia. A tradição governamentalista continua a imperar em Portugal. Quando um partido vai para o Governo, este passa a mandar no partido, que, pouco a pouco, deixa de ter e manifestar opiniões próprias. A crítica é olhada com suspeita, o seguidismo transformado em virtude. Admito que a porta é estreita e que, nas circunstâncias actuais, as alternativas não são fáceis. Mas há uma questão em relação à qual o PS jamais poderá tergiversar: essa questão é a liberdade. E quem diz liberdade diz liberdades. Liberdade de informação, liberdade de expressão, liberdade de crítica, liberdade que, segundo um clássico, é sempre a liberdade de pensar de maneira diferente. Qualquer deriva nesta matéria seria para o PS um verdadeiro suicídio.
(…)Por isso, como em tempo de outros temores escreveu Mário Cesariny: "Entre nós e as palavras, o nosso dever falar." Agora e sempre contra o medo, pela liberdade
. »

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publicado às 07:27

Atirar pedras e perder oportunidades*.

por Tomás Vasques, em 24.07.07
Quem nunca contou uma anedota «ofensiva», chamou um nome «feio» ou desabafou um dito «agressivo» contra a Cavaco Silva, enquanto primeiro-ministro, que atire a primeira pedra a Charrua. Quem não se indigna com o «perfil» de pessoas como a senhora directora da DREN, sobejamente comprovado numa entrevista ao DN, hoje, perde, desde já, a oportunidade de se indignar amanhã com o PSD no governo.
(Adenda: O pior de tudo são aqueles que só se «indignam» quando lhes convém. Conheço alguns jornalistas «saneados» por delito de opinião no DN em 1975 que aindam estão indignados.)
(*resposta a um e-mail recebido)

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publicado às 21:19

Meteorologia.

por Tomás Vasques, em 24.07.07
O Tamisa está a protestar pela saída de Tony Blair. Neste momento, não há outra explicação.

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publicado às 17:43

A verdade é que ....

por Tomás Vasques, em 24.07.07
A senhora ministra da Educação «drenou» o «caso Charrua», mas faltou «charruar» a senhora da DREN.

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publicado às 17:31

Detesto candidatos únicos.

por Tomás Vasques, em 23.07.07
Finalmente, Luís Filipe Menezes decidiu-se. É candidato a presidente do PSD e adversário de Marques Mendes nas eleições internas marcadas para 28 de Setembro, data que apela às «maiorias silênciosas». Vamos ver para que lado é que «elas» (as maiorias silênciosas) caem. Para já, na SIC Notícias, Menezes abre o leque «ideológico», evocando a história do PSD: conservador, liberal, de centro esquerda e, ao mesmo tempo, dá uma perpectiva de poder, em 2009, aos militantes. Vamos ver como acaba este combate político.

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publicado às 20:57

Direitos de autor (2).

por Tomás Vasques, em 23.07.07
Há quem queira chamar ao futuro Tratado Europeu, caso seja aprovado pelos 27 durante a presidência portuguesa – o que não é certo – Tratado de Lisboa. O senhor José Manual Barroso, mais conhecido pelo fugitivo, quer chamar-lhe, vejam só, Tratado de Sintra. Para mim, não tenho dúvidas, aprovado agora ou mais tarde, será sempre o Tratado Merkel. Ponto Final.

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publicado às 20:41

Direitos de autor.

por Tomás Vasques, em 23.07.07
Na semana passada, antes do Conselho Nacional do CDS-PP, um ex-dirigente da direcção de Ribeiro e Castro, disse: «Vamos deixar Portas enterrar-se até ao fundo». Nesta matéria, no PSD, a oposição ao líder já não pode repetir a frase sem pagar direitos de autor.

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publicado às 20:32

Memórias (ou falta delas).

por Tomás Vasques, em 23.07.07

Faz hoje 31 anos que tomou posse o I Governo Constitucional. O Público lembrou-se da efeméride. O jornalista que legendou a fotografia não esteve no local, mas Medeiros Ferreira estava lá.

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publicado às 19:47

Sala-de-espera.

por Tomás Vasques, em 23.07.07
Francisco José Viegas acha que com paninhos quentes o PSD não vai lá. E detesta salas-de-espera.

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publicado às 19:24


O pessoal trabalha o ano todo. E, em consequência, tem direito a férias. Uma minudência. Aproveita esse pouco tempo para retemperar energias onde bem lhe dá na gana, onde lhe permite a bolsa, onde há sol e mar, na maior parte dos casos. Vai para o Algarve, para o Brasil, para Cuba, como vai para o Minho ou para o Alentejo. Vai para onde quer e lhe apetece. E não precisa que, por isso, lhe chamem pateta porque não fica, de pedra e cal, em frente ao palácio de S. Bento a clamar pelo regresso do PSD ao governo. A democracia e o individualismo são difícil de interiorizar.
(imagem: Julho, Algarve, entre Cabanas de Tavira e Cacela Velha).

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publicado às 23:39

Quotas: uma observação.

por Tomás Vasques, em 22.07.07
Caro Paulo Gorjão: não vale a pena tapar o Sol com uma peneira. Marques Mendes quer evitar surpresas «fixando» o universo eleitoral com antecedência. Pela minha parte, no meu partido, habituei-me, desde há muitos anos, a pagar as quotas no dia de eleições internas. Entro na minha secção, no Bairro Alto, numa mesa pago as quotas - dois ou três anos em atraso - e depois dirijo-me à mesa onde exerço o meu direito de voto apresentando os talões comprovativos do pagamento das quotas. Os cadernos eleitorais têm inscritos todos os militantes do partido. No momento da votação é feita a prova de que as quotas estão em dia. É muito dificil exercer a democracia?

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publicado às 22:33




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