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Semelhanças e diferenças.

por Tomás Vasques, em 31.05.07


Sem qualquer intuito de desprestigiar Gabriel Garcia Marques (um dos meus escritores preferidos), arrisco afirmar que este e José Saramago têm muitas coisas em comum: a idade, o jornalismo, o prémio Nobel, o apoio a Fidel Castro e, também, o encenado regresso às origens: em Novembro do ano passado Saramago foi, com pompa e circunstância mediática, a Azinhaga – a terra que o viu nascer. Gabriel Garcia Marques fez ontem o mesmo número mediático: foi a Aracataca, onde nasceu, de comboio, depois de 24 anos de ausência. Parece que a única coisa que os distingue é mesmo a escrita, o que não é displicente.

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publicado às 22:33

Até amanhã.

por Tomás Vasques, em 31.05.07

Todos à Feira - é uma óptima sugestão. 77ª Feira do Livro de Lisboa. Há sempre um livro que merece ser lido.

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publicado às 01:20

Doações.

por Tomás Vasques, em 31.05.07
O meu filho pediu-me seiscentos euros para comprar não sei bem o quê. Disse-lhe: - Nem penses! Nem sabes as complicações fiscais que isso me ia dar. Ele, que acha que ler jornais não significa saber mais, respondeu-me: - não me gozes!

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publicado às 00:49

Nova candidatura a Lisboa.

por Tomás Vasques, em 31.05.07
Aqui está uma verdadeira candidatura independente a Lisboa. Mas esta, porque não nasce de políticos profissionais que se armaram em «independentes» à última hora, não vai, certamente, conseguir as assinaturas. É pena.

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publicado às 00:07

Greve geral (2)

por Tomás Vasques, em 30.05.07

Em democracia, o direito à greve é inquestionável. Quem assim não entender pode emigrar para um dos muitos países onde esse direito é negado. Pela temperatura do ar e da água, património edificado e simpatia do povo, aconselho Cuba. Mas, entendo, que a utilização deste direito dos trabalhadores utilizado no quadro de uma necessidade político-partidária só pode prejudicar quem trabalha. Uma greve geral – uma mobilização que paralisa um país – é um instrumento que deve corresponder a uma conflitualidade social e laboral (e política) de ruptura. Uma greve geral a sério tem que produzir consequências. Ora, a «greve geral» de hoje, que o PCP decidiu levar para a frente, mesmo com vozes discordantes no seu interior, apenas banaliza o direito à greve. Porque é notório que não foi uma greve geral, independentemente da guerra de percentagens de adesão. E porque foi uma «greve geral» a brincar não terá a menor consequência. A conclusão é linear: o PCP está mais preocupado com a afirmação política do partido do que na defesa dos interesses do mundo do trabalho.

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publicado às 23:35

Anúncio.

por Tomás Vasques, em 30.05.07
Dão-se alvíssaras a quem estiver bem colocado junto de Jerónimo de Sousa de modo a influenciá-lo a convocar nova «greve geral» para o próximo mês. Respostas para o Palácio de S. Bento.

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publicado às 17:07

Greve geral.

por Tomás Vasques, em 30.05.07
- Sabes que o Carvalho da Silva disse que não há liberdade sindical em Portugal?
- Disse? Ele que diz é porque é verdade.
- Achas?
- Acho. Não te esqueças que Carvalho da Silva foi formado nas amplas liberdades sindicais da União Soviética e nas greves gerais que inundam as ruas de Havana.

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publicado às 10:11

Citações.

por Tomás Vasques, em 30.05.07


«Quanto à proposta de Rui Tavares para que os candidatos (à Câmara de Lisboa) fossem escolhidos abrindo "em cada área política um debate para constituição de programa, com a participação dos cidadãos que o desejarem, e depois escolher o melhor intérprete desse programa", só posso dizer que, de repente, me imaginei a viver na aldeia dos Pini Pons, aqueles bonequinhos cabeçudos e coloridamente assépticos. Mas após alguns breves segundos em que sorri perante a imagem dos encontros de cidadãos donde emergiriam candidatos fui confirmando que aquilo que Rui Tavares propõe é um projecto autoritaríssimo. Aliás, parece que só lhe interessa proibir e fazer engenharia social através do ordenamento urbano. Tudo, claro, sempre devida e folcloricamente explicado no tal fórum permanente. De facto, se o programa de Rui Tavares fosse seguido, Lisboa seria a cidade onde trabalhariam e circulariam os Pini Pons autorizados. Os outros partiriam à noite para o Camboja, local que tanto pode ser o expoente do delírio socialista como o que de pior existiu e existe na periferia de Lisboa
Helena Matos, Os Pini Pons vão ao Camboja, Público 30.05.07. (sublinhados meus.)

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publicado às 06:37

Gato escondido...

por Tomás Vasques, em 29.05.07

A relevância directa em Portugal da escalada anti-democrática na Venezuela é identificar o modelo de sociedade que nos é proposto pelas forças políticas que, com palavras ou silêncios, defendem a caminhada chavista para a ditadura. “Eles” querem esconder o modelo com que nos acenam, mas deixam o rabo de fora.

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publicado às 19:32

Precisão.

por Tomás Vasques, em 29.05.07

Treinador de sofá.

por Tomás Vasques, em 28.05.07

Ganhar a Taça, para mim, não foi relevante. Relevante foi o Sporting ter demonstrado falta de ambição no jogo contra o Benfica, tendo jogado para o empate com receio de perder o segundo lugar no campeonato. Ganhar ao Beleneneses é uma coisa. Ficar à frente do Porto é outra.

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publicado às 23:02




A primeira vez que estive em Caracas, em 1993, estava o Teniente-Coronel Hugo Chávez preso na sequência da tentativa de golpe militar (4F de 1992) contra um governo legal e legítimo, apesar da notória impopularidade deste. Na altura, tive oportunidade de ler a literatura política do «Movimento Revolucionário Bolivariano 200» – o movimento golpista. Frases vazias do tipo: «o movimento bolivariano consiste em estabelecer uma autêntica democracia fundamentada nas raízes históricas e no carácter de milhões de homens e mulheres venezuelanos.» Ou «o nosso movimento representa os cidadãos venezuelanos que se querem libertar da tirania que se esconde debaixo da capa de uma democracia …». Este paleio ganhou um bom número de adeptos entre os intelectuais que se encostaram ao golpismo militar em nome de uma «autêntica democracia» e que condenavam, sem apelo, nem agravo, os partidos políticos e os dirigentes políticos «corruptos» da Venezuela, nomeadamente Carlos Andrés Pérez. Muitos destes intelectuais aplaudiram de pé quando Rafael Caldera, eleito Presidente da República, libertou o golpista Teniente-Coronel Hugo Chávez. Entre estes intelectuais tenho vários amigos, sobretudo um com o qual almocei, em Caracas, há pouco mais de dois anos. Nesta altura, ele que apoiou Chávez na sua ascensão ao poder, que desempenhou cargos importantes, na área da cultura, durante os seu primeiro governo, já era considerado o «intelectual da contra-revolução» em múltiplos artigos na imprensa venezuelana, apesar de ainda manter uma crónica semanal no principal diário de Caracas. Acompanho ainda, à distância, as suas crónicas semanais, as quais, cada vez mais, abordam o deslize para a ditadura através de exemplo históricos. Esta lenga-lenga vem a propósito do fim da democracia na Venezuela, cujo ponto de não retorno foi o encerramento da RCTV - A emissora privada de TV Radio Caracas Televisión.
(Adenda: Só depois de visualizar este texto já editado reparei na data: 28 de Maio. Também há 81 anos um «movimento boliviano» se instalou em Portugal.)

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publicado às 22:30

Cenas do quotidiano.

por Tomás Vasques, em 28.05.07
O Pedro Correia é que nos topa. A todos.

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publicado às 20:27

Espanha.

por Tomás Vasques, em 28.05.07
Meu caro Francisco: estamos de acordo quanto ao essencial: gostamos ambos dessa Espanha «incivilizada» em que as tardes se derretem com café, copa y puro. E ainda nos encontramos entre os que adoram lacón con grelos. Essa Espanha – essa alma espanhola – que conheço desde os 3 ou 4 anos, porque sou raiano, nem Rajoy, nem Zapatero a vão matar. Quanto ao acessório: pode parecer uma questão de pormenor, mas insisto na «ilação» porque esta amplia o disparate e responsabiliza os seus autores. Sem esta denúncia insistente não há consequências, porquanto estas só podem ser assacadas pelos eleitores. É evidente que o afrontamento continua, mas apesar de algum grau de confiança negado a Zapatero, talvez haja uma consequência directa a tirar pelos próprios Rajoy e Aznar: entenderem que o «problema ETA», tal como foi colocado, não rende tanto como previam.

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publicado às 14:27

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