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Sim, naturalmente.

por Tomás Vasques, em 31.01.07
Hesitei entre apenas fazer um link ou acompanhar o link com um pequeno comentário de concordância. Decidi-me pela transcrição na íntegra:
«Tinha-me decidido pela abstenção, tal como em 98. Não gosto de referendos e ainda menos deste. O aborto é um daqueles assuntos que não pode ficar à mercê de emoções manipuláveis. Não vale a pena recuar aos ominosos anos Guterres. Toda a gente conhece a história. Continuo a achar que o referendo do próximo dia 11 vai deixar quase tudo na mesma. Mas dois dias seguidos a ouvir os argumentos do NÃO que tem lugar cativo nos debates, têm consequências. Até sou capaz de admitir que haja argumentos e gente sensata desse lado, mas o que se ouve nas televisões é um susto. As prestações de ontem, na SIC Notícias, da viúva de Sousa Franco e de José Pedro Aguiar-Branco, raiaram a desfaçatez. Assim sendo, vou votar. SIM, naturalmente.»
Eduardo Pitta (Da Literatura).

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publicado às 23:08

Alguém sabe de onde vêm os ovos?

por Tomás Vasques, em 31.01.07

Ouvi no telejornal, entre duas garfadas, qualquer coisa do género: na China há, por cada mês que passa, 4,5 milhões de novos utilizadores de telemóvel, o mesmo número de utilizadores que a TMN tem em Portugal desde que apareceu no mercado. Naquelas paragens, qualquer migalha que se apanhe por debaixo do sacudir da tolha representa seguramente mais para a economia portuguesa do que a descoberta do Brasil (passe a comparação porque a descoberta do Brasil contribuiu em muito para a nossa decadência). Mas, cá no burgo, algumas vozes se erguem para dizer: "o que é que aquele gajo foi fazer à China? Gastar dinheiro dos contribuintes. Até o Presidente deles se pirou para África. Mais uma passeata, é o que é." Nós, portugueses, na maior parte das vezes, não sabemos de onde é que vem o pão. Comportamo-nos como aquelas crianças que nunca viram uma galinha viva e que pensam que os ovos nascem nos supermercados.
PS: Qualque êxito desta viagem à China nada tem a ver com o desastrado ministro da economia.

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publicado às 21:40

...

por Tomás Vasques, em 31.01.07
Não é possível alguém acordar assim... A Bomba transmite-nos sempre como acorda, quer seja numa radiosa manhã de primavera, quer debaixo da mais desolada tempestade de farrapos de neve (sim, por cá só existem farrapos; a neve é para os outros). Habituei-me (habituou-me) a ver a Bomba acordar assim, assim ou assim, por exemplo. Por isso, hoje, sinceramente, não entendi porque é que a Bomba acordou assim: não é possível alguém acordar assim…

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publicado às 18:25

...

por Tomás Vasques, em 31.01.07
Bom senso: «IGNORAR? NÃO FOCAR», Paulo Gorjão (Bloguítica).

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publicado às 17:32

...

por Tomás Vasques, em 31.01.07
Perguntar não ofende: quando os regimes democráticos usam os mesmo métodos* que os regimes ditatoriais ou totalitários é porque os métodos usados por estes regimes estavam/estão certos?
*(a odisseia - sequestro, prisão, tortura - de um cidadão alemão nascido no Kuwait que teve o azar de cair nas mãos da CIA).

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publicado às 17:04

Até amanhã.

por Tomás Vasques, em 30.01.07
Jirayr Zorthian (Turquía 1911 - 2004)

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publicado às 23:02

Comunicação directa (2)

por Tomás Vasques, em 30.01.07
Quando Ségolène Royal apresentou uma mensagem de Natal através da Internet, destaquei o que me pareceu mais importante: O que me parece relevante nesta mensagem é o facto de, hoje em dia, ser possível aos políticos comunicarem com os eleitores sem intermediação da comunicação social. Esta comunicação directa é um dado novo no relacionamento dos políticos com os eleitores. Depois de Ségolène, foi Hillary Clinton a utilizar a mesma comunicação directa quando anunciou a sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos. Por cá, por via do debate sobre a despenalização do aborto, Marcelo Rebelo de Sousa e Louça já fizeram uso deste novo tipo de comunicação. Hoje, o primeiro-ministro não perdeu a oportunidade de experimentar a fórmula a propósito da visita à China. Estamos no limiar de uma deslocação do eixo dos canais de comunicação entre o político e o eleitor. A intermediação feita pela comunicação social vai rivalizar com a comunicação directa e esta vai alterar as regras daquela intermediação. Acredito que na próxima década muita coisa vai mudar. Tal como escrevi noutro post: o pessoal da Time já conseguiu ver aquilo que por cá ainda nem se cheira. Vamos dar tempo ao tempo porque atrás do tempo tempo virá...

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publicado às 20:57

A sociedade civil

por Tomás Vasques, em 30.01.07
A maior parte dos protagonistas que, nesta campanha, defendem um e outro dos lados em confronto no próximo referendo, pertencem à sociedade civil (aqui usada a expressão em oposição aos partidos políticos e aos políticos profissionais). Pelo que tenho ouvido e lido nos últimos dias, quer de um lado, quer de outro, e dispenso-me de citar nomes, esta sociedade civil tão lesta a criticar a demagogia, a falta de rigor, as promessas dos políticos em campanhas eleitorais eminentemente políticas, apresenta-se agora, de crista no ar, a ultrapassar em muito os ditos políticos profissionais.

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publicado às 16:59

Prós e Contras

por Tomás Vasques, em 30.01.07
Para os partidários do Sim, entre os quais me incluo, os argumentos dos defensores da despenalização ganharam a “contenda” de hoje nos Prós e Contras; não erro se disser que para os partidários do Não foi exactamente ao contrário. Contudo, o que é mais importante é avaliar o efeito dos vários argumentos (uns mais avulso, outros mais sistematizados, quer de um e outro lado) naqueles que assistiram ao programa e que, sem decisão tomada, ainda são susceptíveis de serem convencidos a ir votar no Sim ou no Não. Não tenho certezas, mas estou convencido que Aguiar Branco está ali a dar uma boa mãozinha ao Sim. Espero que ele seja convidado a falar mais um pouco.

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publicado às 01:20

...

por Tomás Vasques, em 30.01.07
Treinador de sofá(2):Francisco: depois dos alcantarenses e dos leirienses terem molhado o pão na sopa adquire-se, naturalmente, alguma esperança, mesmo sabendo que os milagres não caem do céu aos trambolhões. Mas, perante a crua realidade, não há nada como um desabafo sincero.

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publicado às 00:25

Ler os outros

por Tomás Vasques, em 29.01.07
«Lisboa precisa de renascer II», Carlos Manuel Castro (Tugir).

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publicado às 17:23

Até amanhã.

por Tomás Vasques, em 28.01.07

Elihu Vedder (New York 1836-1923).

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publicado às 23:29

...

por Tomás Vasques, em 28.01.07
Treinador de sofá: fui à Valenciana comprar um frango com muito picante e acomodei-me no sofá a ver o Boavista- Sporting. No final do jogo percebi, finalmente, porque sou sportinguista: trata-se de uma equipa que devia estar no meio da classificação, mas o esforço e a mestria dos seus jogadores fazem com que esteja no terceiro lugar. Não há dúvida que isso constitui uma grande satisfação para os seus adeptos.

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publicado às 22:51

Salazar

por Tomás Vasques, em 28.01.07



Li Os amores de Salazar, de Felícia Cabrita, há 6 anos, altura em que foi editado pela primeira vez (não entendo como se quer fazer crer que esta nova edição é a primeira). Desde a primeira leitura entendi que, pese embora a investigação e a especulação andassem a par, tratava-se de um livro destinado a reabilitar a imagem Salazar, sobretudo a humanizá-lo. A narração de alguns dos seus vários amores é um elogio a Salazar. Afinal, o velho ditador de Santa Comba Dão não era assim tão “austero, virtuoso e casto” quanto ele próprio fomentou enquanto imagem de marca. Era, afinal de contas, um homem comum, tocado como todos os mortais pelas paixões, pelo amor e pelo sexo. E é aqui que se levanta a questão mais interessante na interpretação dos seus amores: é um dissimulado que esconde a sua “natureza” e vende a imagem inversa ou, apenas, martirizado pelo “destino”, sacrifica os seus interesses e desejos pessoais à “missão histórica de servir a Pátria” que a si próprio atribuiu? A última coisa de que posso ser acusado é de ter qualquer tipo de simpatia pelo salazarismo, mas não tenho dúvidas de que Os amores de Salazar, ao contrário do que alguns pensam, suscita uma outra leitura do personagem. Livros atrás de livros têm sido publicados nos últimos anos sobre Salazar, sinal de amadurecimento democrático. Até o meu amigo João Paulo Cotrim se aventurou no tema. Não podemos separar o homem da Ditadura a que deu corpo e alma, mas o caminho está aberto para encontrar no homem uma personalidade com virtudes que não são de jogar liminarmente pela borda fora. Estamos apenas, por agora, a falar de amores.

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publicado às 15:57

...

por Tomás Vasques, em 28.01.07
Aniversários: O Luis Novaes Tito e o Carlos Manuel Castro andam a Tugir há 3 anos. Para os dois um abraço.

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publicado às 11:40

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