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por Tomás Vasques, em 26.12.06
Até amanhã.


Paul Laurenzi, óleo sobre tela (Galerie Marc Faugeras)

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publicado às 23:52

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por Tomás Vasques, em 26.12.06
Graçolas.
Hoje, a "Comissão de Apelo" do "Alto Tribunal Iraquiano" anunciou que Saddam Hussein vai ser executado por enforcamento nos próximos 30 dias. Horas depois, um porta-voz da Casa Branca, Scott Stanzel de seu nome, disse uma daquelas graçolas a que Bush já nos habituou: "Os iraquianos merecem um louvor por continuarem a utilizar as instituições da democracia em busca de justiça"

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publicado às 22:51

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por Tomás Vasques, em 26.12.06

Livros (2)
A editora Campo de Letras acaba de editar Fidel Castro, biografia a duas vozes, de Ignacio Ramonet, director do Le Monde Diplomatique e um dos promotores do Fórum Social Mundial. É a síntese de um homem e de uma revolução feita a pensar na posteridade. Uma leitura indispensável a castristas e anti-castristas. Nas mais de 600 páginas que traduzem 100 horas de conversa, Castro responde a tudo o que há para responder: desde José Martí até ao futuro do socialismo depois da queda do muro de Berlim e à sua sucessão. Nas palavras de Castro não há uma centelha de lucidez política, mas há dogmas e muita, muita fé. É um crente. Ele crê em Marx, Engels e Lenine com tanta convicção(?) que ficamos sem saber se é apenas um vulgar mentiroso. Ele diz, por exemplo, entre muitos outros exemplos, esta pérola: “Não há que medir as nossas eleições pelo número de votos. Eu meço-as pela profundidade dos sentimentos, do calor. Nunca vi os rostos tão cheios de esperança, com tanto orgulho. (…) As ideias que nós defendemos são, desde há muito tempo, as ideias de todo o povo.” (Página 560). Quando fala nas duas guerras de Angola, onde chegaram a estar 55 mil cubanos, deturpa os factos e os protagonistas para ficar bem na fotografia. Em meia hora de conversa sobre a decisiva batalha de Cuíto-Cunavale, o ditador não consegue pronunciar o nome do General Arnaldo Ochoa, (1) o homem que dirigiu essa batalha, e que foi fuzilado, em Havana, ao alvorecer de um dia de verão de 1989 por ordem directa do ditador. Nas últimas páginas, quando se aborda a sua sucessão e o futuro do “socialismo” em Cuba, percebe-se que se sente um náufrago que fala como quem sabe que nunca atingirá terra firme.
(1) “o lado angolano/cubano era chefiado pelo lendário General Arnaldo Ochoa Sanchez, uma figura heróica invencível para os soldados cubanos no local, ultrapassada apenas por Fidel castro. Nas semanas de luta acesa que se seguiram, não só impediram os avanços dos sul-africanos como os derrotaram tão definitivamente que Cuíto Cunavale se tronou um símbolo por todo o continente de que o apartheid e o seu exército já não eram invencíveis.” Victoria Brittan, A guerra civil em Angola.

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publicado às 18:28

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por Tomás Vasques, em 25.12.06

Livros
Só por estes dias li Cozinha Confidencial (editado em 2005 pela Dom Quixote), de Anthony Bourdain, um chefe de cozinha e escritor nova-iorquino (uma parte do livro foi publicada de forma avulsa e desgarrada na revista The New Yorker), que após vinte e cinco anos de sexo, drogas, mau comportamento e grande cozinha - como o próprio escreve - decidiu contar a sua experiência como cozinheiro. Não é um livro de receitas, obviamente. Mas é um manual indispensável a quem aprecia uma boa refeição e, sobretudo, quando essa refeição é num restaurante. Para um pessimista a leitura de Cozinha Confidencial afastá-lo-á definitivamente dos restaurantes. Para um optimista – é o meu caso – contem um conjunto de ensinamentos que permite um mínimo de separação do trigo do joio. Bourdain escreve, por exemplo: “Posso estar perfeitamente disposto a experimentar lagosta grelhada numa esplanada nas Caraíbas, onde a refrigeração é duvidosa e vejo com os meus próprios olhos as moscas à volta da grelha. Mas na minha cidade, com o hábito diário de comer em restaurantes, decidi adoptar algumas regras de sobrevivência. Nunca como peixe numa segunda-feira, a não ser que esteja no Le Bernardin – um restaurante de quatro estrelas onde sei que compram o peixe directamente da origem.” E explica porquê.

Quanto ao trabalho árduo dos cozinheiros, ele conta: “Não há ninguém melhor do que um não-americano para perceber e apreciar o Sonho Americano do trabalho duro que leva à recompensa material. Os cozinheiros equatorianos, mexicanos, dominicanos e salvadorenhos com quem trabalhei ao longo dos anos fazem com que a maioria dos rapazinhos brancos educados no Culinary Institute of America pareçam uns trapalhões, uns provocadorezinhos chorões."

Em conclusão, uma elucidativa viagem pelos bastidores da restauração e, ao mesmo tempo, uma leitura escorreita, divertida e útil.

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publicado às 21:50

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por Tomás Vasques, em 25.12.06

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por Tomás Vasques, em 25.12.06
Um conto de Natal.


A história de Natal de Auggie Wren, de Paul Auster, com excelentes ilustrações da argentina Isol, é um pequeno conto cuja leitura se recomenda no dia de hoje.

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publicado às 11:54

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por Tomás Vasques, em 24.12.06

Citações.
Hoje, a propósito da "quadra natalícia", com grande sentido de oportunidade, João Gonçalves recorda Vitor Cunha Rego. Não resisti a transcrever o texto citado e recordar com muita saudade o seu autor.

"Recusam-se a pensar. Mesmo a apenas três dias do natal, o momento em que Deus se fez homem na palha de uma gruta, a maioria das pessoas precipita-se atrás de tudo o que pensa ser diversão, entretenimento, consumo, modismo. Vão acabar exaustos, atordoados de tanta correria. É como se estourassem de inconsciência, na periferia de si próprios e de um mundo de cujo mistério nem sequer querem ouvir falar. São multidões de solitários. Fogem de qualquer luta, afrouxam-se em submissões, aceitam não ser donos deles mesmos. Nem sequer sabem que estão sós porque a solidão desliza sobre eles sem deixar vestígios como a água na pena dos cisnes. Todos nós somos convidados para entrar num castelo, diariamente, vá lá saber-se por quem. Pode o castelo estar cheio de esplendores e de multidão ruidosa que não deixará de acabar em sepulcro, mais depressa do que seria de esperar, se não desconfiarmos dessa exaltação de fraquezas e se, quando ficarmos sem fôlego, não soubermos que esse é o momento de nos reencontrarmos, reconquistando a dignidade e a personalidade. O castelo é um inferno onde cada instante é um milagre. Agarrar esses instantes, que formam o tempo, escapar da ladainha dos que mergulharam no ruído, viver como um desafio, ter a honra de não se submeter a quem não merece submissão e de depender do amor de quem merece essa dependência, é o que deveria ser - se pensássemos. Mas só quando se está cansado de nunca estar só é possível vencer a violência da solidão e pensar no que vale a pena. As coisas são o que são.""(...) A maioria mostra-se incapaz de compreender que, não sendo o tempo a passar mas ela própria, não lhe resta alternativa: ou regressa a Cristo ou ele não será mais do que um objecto que a não pode salvar (...) Ele, se nós soubermos receber Cristo, permite escapar aos tranquilizantes que nos adormecem e aos estimulantes que nos dão corda, substitui e dá grandeza à banalidade do quotidiano, essa máquina onde tudo já foi dito e redito. Dizia Alain, tão insuspeito, que o natal não é uma noite nem um fim - é uma aurora e um começo. Mas só é assim se nos recordarmos a todo o instante que Jesus nasceu e viveu na maior pobreza material e na maior riqueza do coração.""(...) A fé é, antes de tudo o mais, Jesus Cristo nascido na palha de uma pobre gruta. Não pode, por isso, deixar de ser a inspiradora de um radicalismo evangélico que obriga o homem a ir ao fundo das coisas e a não se resignar perante as injustiças, por mais que a mansidão lhe tenha sido ensinada"."(...) O Advento passou ao lado da maioria de nós, mergulhado no consumismo e no oportunismo. O Natal não passará despercebido. Passará apenas"."(...) O Natal é o sorriso de Deus num mundo que teima em prosseguir com teofanias desnecessárias e egoísmos aterradores. Sem esse sorriso a vida seria apocalíptica. O tempo seria apenas uma espera sem sentido, a miséria seria aceitada e aceitável e a opressão tolerável e tolerada. Mas há um sorriso e há forças para lutar por um reino de homens e mulheres livres."

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publicado às 17:31

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por Tomás Vasques, em 24.12.06
Natal à beira-rio.
(Ana Beatriz Barros)




É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?


(David Mourão-Ferreira, Obra Poética, Lisboa, Editorial Presença, 1988).

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publicado às 11:34

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por Tomás Vasques, em 23.12.06
Até amanhã.


Anders Zorn (1860-1920), Diskerskan. 1919.

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publicado às 23:30

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por Tomás Vasques, em 23.12.06



O zero e o infinito.
O
Pedro Correia atribui, e bem, o prémio da coerência em 2006 a Ana Gomes, pelo seu olhar “de esquerda” sobre os ditadores – os “maus” e os “bons”. (Aliás, há também o olhar de direita que enferma da mesma miopia). Mas, enganou-se o Pedro rotundamente na última apreciação: “Sob o sol das Caraíbas, até os tiranos ganham logo um semblante mais doce...” – escreve. Puro erro. Se perguntar a Ana Gomes por Rafael Leónidas Trujillo, que manteve a ferro e fogo a República Dominicana entre 1930 e 1961, ela não lhe encontrará a menor doçura . Donde, não é o sol das Caraíbas que confere a doçura aos ditadores. São as amarras ideológicas. Estas amarras já foram fixadas na literatura há muito tempo. O que leva Ana Gomes a dizer sobre Pinochet o que não é capaz de dizer sobre Fidel Castro é o mesmo que levou Rubachov (Bucarine?), personagem de O zero e o infinito, de Arthur Koestler, quando o condenaram à morte por delito de opinião, nos processos de Moscovo, a dizer: “Vou descrever a minha queda de forma a que ela se torne um aviso para aqueles que nesta hora decisiva ainda hesitam e têm dúvidas quanto à direcção do Partido. Coberto de vergonha, arrastado pelo pó, prestes a morrer, descrever-lhes-ei a triste evolução de um traidor para que sirva de lição e de terrível exemplo a milhões de pessoas no nosso país.” Ambos, Ana Gomes e Rubachov sofrem (sofriam) do mesmo síndroma, com uma substancial diferença: o segundo estava nas mãos (tortura física e psicológica) dos seus algozes; a primeira vive em democracia.

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publicado às 19:10

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por Tomás Vasques, em 23.12.06
Por favor.
Não esqueçam: hoje é o dia do orgasmo global!

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publicado às 18:53

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por Tomás Vasques, em 23.12.06
Os meus blogopreferidíssimos de 2006.


Obrigado à Carla (à Bomba, como eu prefiro chamar) pela honra de me encaixar nos seus blogopreferidíssimos deste ano. Aproveito para, sem autorização, utilizar a mesma fórmula delicadíssima para referir os meus blogopreferidíssimos* neste ano de 2006:
- A
Bomba (Logo pela manhã, a minha curiosidade leva-me a procurar saber como acordou); depois leio um poema do Nuno Júdice, antes de ir conferir quais os pessegueiros que o meu amigo João Gonçalves descascou; ou quais os telegramas certeiros do Francisco José Viegas (mesmo sabendo que me vou irritar com as piadinhas de O cantinho do hooligan); passo então ao Eduardo Pitta (que aparte a sua especialidade, a crítica literária, prima sempre, nos outros assuntos - culturais, sociais ou políticos - pela oportunidade e pelo rigor argumentativo) ao Pedro Correia (como de resto a quase toda a numerosa equipa do Corta-fitas) um "militante" de boas causas e de boas tertúlias; e ao Paulo Gorjão, sempre incansavelmente atento.

Sigo então a fragrância de Isabel Goulão e, mais recentemente, o toque classicista de Adriana, sem perder a Teresa e a outra Carla (de Elsinore).

Não perco os meus amigos João Soares, Lauro António e Eduardo Graça, como não perco a produção poética de Encandescente, nem o Jorge Ferreira que anda por aí, em todo os lados, a tomar partido.

Sou incapaz de encerrar o computador sem vasculhar o que escreveu o Luis Novaes Tito, o Carlos Manuel Castro, o Tiago Barbosa Ribeiro e o João Tunes.

*De resto, parafraseando, blogopreferidos são todos os que se encontram na lista ao lado. É por isso que lá estão.

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publicado às 13:12

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por Tomás Vasques, em 21.12.06
Memórias.


A propósito do post anterior veio-me à memória o Casal Ventoso- um nome bem conhecido, infelizmente, de todos os lisboetas e dizer a quem não conheceu aquele bairro o seguinte:
O Casal Ventoso não era como as Telheiras. Nasceu em finais do século XIX, desordenadamente, casa a casa, se assim se pode chamar, uma por cima da outra, numa encosta solarenga do Vale de Alcântara, bordejando a Rua Maria Pia. Com o tempo, vinte ou trinta anos, foi-se estendendo colina abaixo até à ribeira que por ali passava, transformando-se num bairro construído tábua a tábua, nas horas vagas, por gente humilde, homens e mulheres que, sem eira nem beira, afluíram de todos os pontos do país à grande cidade para alimentarem a nossa tardia revolução industrial.
E assim viveu, pacato e ignorado, pobre e sem condições de habitabilidade, como bairro operário, de gente trabalhadora e de boa vizinhança, até ao começo dos anos setenta.
As características do Casal Ventoso nos anos setenta, nomeadamente a exclusão social dos seus moradores, o desemprego e, sobretudo, o gueto urbanístico – um amontado de barracas sinuosamente empilhadas – facilitaram a transformação do bairro no principal e mais conhecido local de tráfico e consumo de drogas de Lisboa.

E todos os lisboetas sabiam que assim era.
E todos os lisboetas se envergonhavam (ou se deviam envergonhar) daquele bairro existir na sua cidade.
No início dos anos noventa a situação degradante, humana e urbanística, tinha entretanto piorado substancialmente: os seus habitantes viviam em condições infra-humanas, enquanto milhares e milhares de consumidores de drogas usavam o bairro diariamente para compra de drogas e seu consumo; muitas centenas por lá vegetavam, literalmente, dia e noite, sem amarras familiares nem amigos que lhe estendessem uma mão, agarrados para sempre ao sonho de subirem aos céus; mais de mil famílias, mais de quinhentas crianças e adolescentes, misturavam o seu dia a dia entre a habitação degradada e a envolvência num ambiente dantesco de seringas espetadas, mortes diária por overdoses e negócios ilícitos. Entretanto, a cidade trabalhava, divertia-se e dormia paredes-meias com este pesadelo.
Só quem se aventurava bairro adentro, dezenas e dezenas de vezes, como o João Soares e eu próprio, sabe o que é sentir a alma doer. Mais: fica-se com a certeza que palavras como solidariedade e cidadania são para fazer e não para dizer.
A partir de 1998 começou-se a desfazer o pesadelo. Deu-se então início à construção de casas dignas para quem vivia no Casal Ventoso, nas proximidades do local para que as pessoas que ali residiam mantivessem os seus laços de familiaridade, de vizinhança e de afectos – a Quinta do Cabrinha, de um e outro lado da Avenida de Ceuta. (Construiu-se no local um centro de apoio aos toxicodependentes, com cama, mesa e roupa lavada, para além de cuidados médicos primários; construiu-se, também ali próximo, na Rua de Cascais, um centro de encaminhamento e recuperação de toxicodependente provenientes do Casal Ventoso; e, também nas proximidades, na Rua Arco de Carvalhão, construiu-se um centro para toxicodependente sem-abrigo, com mais de duzentas camas).
Não são palavras lançadas ao vento sem conhecimento, nem sentido. São realidades que dão sentido à palavra solidariedade!
Hoje, um novo bairro percorre toda a Avenida de Ceuta. Um novo bairro pensado e construído. Com escola. Com centro de saúde. Com comércio. Com associações desportivas, culturais e sociais. Com vida. Um novo bairro onde os moradores do velho Casal Ventoso sentem que lhes foi restituída a dignidade. Onde sentimos alegria nos olhos de cada criança que salta à corda no pátio amplo e arejado. Onde ouvimos um homem, com sessenta anos, com olhar perdido no sonho, dizer: nasci ali – apontando para a encosta onde existiu o velho bairro – e nunca tive uma casa de banho. Agora tenho e esta é a minha maior felicidade.
Quem nunca entrou no antigo Casal Ventoso ou quem é alheio a essa coisa que se chama solidariedade (ou quando esta se restringe a uma árvore de Natal nesta época do ano) pode botar o discurso que quiser, falar mesmo em bairros atravessados por auto-estradas, mas nunca saberá o que é a sensação de felicidade de passar por lá e ver o sorriso de uma criança.

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publicado às 22:57

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por Tomás Vasques, em 21.12.06
Gostei de ler:
«Lisboa não é uma inevitabilidade» de Carlos Manuel Castro (Tugir). Se o Carlos me permite diria: A degradação de Lisboa não é um inevitabilidade.

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publicado às 22:18

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por Tomás Vasques, em 21.12.06

O Ex-Procurador.


O designado “processo Casa Pia” tem três vertentes: a pública, a oculta e a semi-oculta. A vertente pública está em julgamento, a partir de uma acusação do Ministério Público. Já perdeu o fôlego mediático de outros tempos, mas aguarda-se o veredicto de quem tem competência para o produzir – os Tribunais. A segunda vertente, penso, ficará eternamente oculta: as investigações da Polícia Judiciária, bem como a acusação produzida pelo Ministério Público sobre a pedofilia relacionada com a Casa Pia, focalizaram um universo restrito de protagonistas deixando de fora, provavelmente, muito “boa gente”. Finalmente a parte semi-oculta: a responsabilidade do ex-Procurador-Geral da República, Souto Moura, na manipulação política da investigação, da acusação e da mediatização de todo o processo. Sara Pina, ex-assessora da Procuradoria-Geral da República, em entrevista à Visão, volta a acusar Souto Moura de mentir sobre a sua responsabilidade na orquestração mediática (e as suas ligações perigosas com jornalistas) cujo objectivo era a “condenação popular” dos acusados. Dois membros do Conselho Superior do Ministério Público, contactados pela Visão, admitem que as declarações de Sara Pina poderão desencadear a abertura de um inquérito a Souto Moura. Ficamos à espera…

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publicado às 20:16




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