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por Tomás Vasques, em 31.12.06

Passagens de ano.
Tenho do tempo uma noção una e ininterrupta, que não se deixa dividir, a cavalgar sem controlo para um qualquer fim de estrada. Os dias de aniversário e as passagens de ano são os momentos em que esta noção – esta certeza! – mais vem ao de cima. No entanto, a nossa cultura diz-nos que devemos comemorar com alegria os aniversários e as passagens de ano: assim seja, apesar de não saber ao certo se comemoramos o facto de se ter vivido mais um ano ou o de ter menos um ano para viver. De qualquer modo, neste pachorrento fim de dia alentejano, esqueço que ontem ouvi dizer que a democracia se constrói através de um nó corrediço na ponta de uma corda, e ergo a taça, desejando um Bom Ano para todos os bloggers, especialmente aqueles com quem tive oportunidade de manter um relacionamento mais próximo, e para todos os leitores de todos os blogues.

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publicado às 17:39

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por Tomás Vasques, em 30.12.06
Estão verdes, não prestam.
João Morgado Fernandes – o jornalista, não o blogger editorializa hoje, no DN, sobre Os equívocos da admirável nova Web. Uma parte dos profissionais da comunicação social tradicional – jornalistas, cronistas – esforça-se por desvalorizar o espaço blogosférico, enquanto espaço de participação democrática. É lixo! – Dizem, imitando a raposa. E só não é 100% lixo porque “eles” também aqui se exprimem. Aliás, são a “mais-valia”, a “massa crítica” que alimenta e controla este “inoperante e até perigoso monstro”. «O facto de cada um se poder exprimir não quer dizer que tenha, necessariamente, algo de útil a dizer à comunidade.» - escreve JMF, sem ponderar dois pormenores: primeiro, sem “sem algo de útil” na perspectiva de quem? Segundo, o que é a democracia senão a opinião dessa massa “disseminada” sem nada de “útil” para dizer? Quem é que elegeu Cavaco e Sócrates? Quem decidirá o próximo referendo? Os “mestres pensadores”? O pessoal da Time já conseguiu ver aquilo que por cá ainda nem se cheira. Vamos dar tempo ao tempo porque atrás do tempo tempo virá...

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publicado às 14:30

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por Tomás Vasques, em 30.12.06
História de um enforcamento anunciado. (2)


Hoje bem cedo espalhou-se a notícia do enforcamento de Saddam Hussein. Como ontem aqui escrevi a campanha de informação e contra-informação anunciava a morte do ditador. Repito o último parágrafo: Nos últimos dias decidiram que a execução devia ser imediata para não deixar criar um movimento internacional anti-execução, com a União Europeia à cabeça. Aguarda-se, pois, a todo o momento, a notícia de um enforcamento ao nascer do sol decidido pelo país invasor, repetindo outras páginas negras da história da humanidade. Não é preciso ser bruxo...

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publicado às 10:20

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por Tomás Vasques, em 30.12.06
Até amanhã.


Terry Rodgers,* Delia, 1992, 68" x 72", oil on linen.
* (a pedido de um grande amigo aqui fica o link para a obra pictórica de Terry Rodgers)

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publicado às 02:39

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por Tomás Vasques, em 29.12.06
Ler os outros:
1. «NEW-YEAR GREETINGS », o Eduardo deu-me o prazer de me incluir na sua lista de bloggers com os quais estabeleceu "relações de amizade, cumplicidade, cordialidade ou simples afinidade electiva", algumas surgidas por causa do blogue. A blogosfera, para além de muitas outras virtualidades, também tem esta boa faceta: encontramo-nos.
2. «A vida humana é um valor absoluto», Pedro Correia (Corta-Fitas).

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publicado às 23:41

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por Tomás Vasques, em 29.12.06

Material impróprio para consumo.

Nos velhos tempos, o PCP, quando a linha oficial era contrariada por algum militante e as coisas azedavam, o prevaricador era expulso do partido e, em muitos casos, levava estampado nas costa um argumento fatal: tratava-se de um "pide" infiltrado nas fileira do glorioso. Aliás, esta actuação estava na linha das acusações dos processos de Moscovo, onde os militantes fuzilados eram todos "agentes do imperialismo americano". Esta linha "argumentativa", própria de quem lhes escasseia outros argumentos, está praticamente morta, sobretudo em democracia, apesar de a ainda haver resquícios para as bandas de Havana, por exemplo. Apesar de saber que não devo meter a foice em seara alheia, há situações que me deixam os nervos à flor da pele. Mas não só: há comportamentos a que não devemos fechar os olhos para não sermos cúmplices. Ora vejam isto: o autor do Bloguitica escreveu isto. E o jornalista visado, co-autor do Glória Fácil, respondeu isto. Independentemente das razões, que cada leitor avaliará, pergunto: "Caro pidezinho"? Nem sequer falta o "por conta de quem?". Já chegámos a Cuba ou estamos a caminho de Pyongyang? Esta relação - esta fiscalização - dos média pelos blogues começa a tomar forma e as reacções são as que se lê. Ainda agora a procissão vai no adro...

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publicado às 21:29

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por Tomás Vasques, em 29.12.06
História de um enforcamento anunciado.




O dia de hoje tem sido fértil em informação e contra-informação sobre o enforcamento Saddam Hussein. A CNN dava como certa a execução do ex-presidente do Iraque este fim-de-semana. Pouco depois, o Ministério da Justiça iraquiano desmentia a CNN, declarando que o ditador não seria executado antes de 26 de Janeiro. Mais tarde, um juiz autorizado a assistir ao enforcamento disse que tal acto se realizaria o mais tardar amanhã. Há poucos minutos, uma fonte oficial do Governo iraniano confirmou que o primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, já assinou a ordem da sentença de morte. Os advogados de Saddam dizem que os Estados Unidos já o entregaram à custódia do governo iraniano, enquanto o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tom Casey, corrigiu que “não houve alterações no estatuto” de Saddam e que este continua sob o controlo dos Estados Unidos.
Dentro deste filme, uma coisa é certa - Bush está entalado (em boa verdade, quem está entalado é Saddam, o Bush volta para o seu rancho e para as suas empresas de armamento): não enforca o ditador (poucos têm dúvidas que a decisão “judicial” saiu de Washington) e corre o risco dos Estados Unidos serem humilhados com o regresso ao poder de Saddam após a retirada militar; ou enforca-o, e corre o risco de criar um mártir. Os conselheiros de Bush inclinaram-se para esta última hipótese como a menos dolorosa. Nos últimos dias decidiram que a execução devia ser imediata para não deixar criar um movimento internacional anti-execução, com a União Europeia à cabeça. Aguarda-se, pois, a todo o momento, a notícia de um enforcamento ao nascer do sol decidido pelo país invasor, repetindo outras páginas negras da história da humanidade.
(na foto: Donald Rumsfeld e Saddam: tão amigos que eles eram).

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publicado às 20:10

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por Tomás Vasques, em 29.12.06
Ficção 2006.


Só li Paris nunca se acaba, de Enrique Vila-Matas este ano, por sugestão de um amigo, apesar de ter sido editado (pela Teorema) em 2005. Já iniciei a segunda leitura (descobre-se sempre algo mais), sinal de que a escrita e a trama me entusiasmaram. Literatura dentro da literatura ( Ernest Hemingway e Marguerite Duras, entre muitos outros), tendo Paris - mítico, literário e artístico - como pano de fundo. Um contador de histórias no melhor estilo hispano-americano (não escrevi latino-americano, obviamente).

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publicado às 15:54

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por Tomás Vasques, em 28.12.06
Ler os outros:
1. »Arrumar a casa». Um agradecimento ao nikonman (Praça da República em Beja) pela simpática referência.
2. «O INGLÊS DA PEQUENADA» e «O DESBUNDE DA ENTALADA», Eduardo Pitta (Da Literatura).
3. «BARBÁRIE "DEMOCRÁTICA"», João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos).
4. «Aqui! Aqui! Estamos aqui!», MissPearls (Miss Pearls).
5.«O futuro é vermelho», Pedro Correia (Corta-Fitas).
6. «Pressa», Encandescente (Erotismo na Cidade).
7. «O embrião tem direitos, já a criança pertence aos pais», André Carapinha (2+2=5)

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publicado às 23:02

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por Tomás Vasques, em 28.12.06
Estamos de acordo.


«Se o pão é o símbolo do que o homem precisa, o vinho é o símbolo da superabundância da qual também temos necessidade. Ele é sinal da alegria, da transfiguração da criação. Tira-nos da tristeza e do cansaço do dia-a-dia e faz do estar juntos uma festa. Alegra os sentidos e a alma, solta a língua e abre o coração. E transpõe as barreiras que limitam a nossa existência.» (Cardeal Joseph Ratzinger, citado por Luís Costa, Público 28.12.06)

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publicado às 15:19

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por Tomás Vasques, em 28.12.06
Sorrisos.
O João Paulo Cotrim disse-me, na travessa do calado: não há povo mais triste do que aquele que faz do sorriso sinal de tristeza. Muitas vezes remoí a frase, e concluía que contornava a realidade. Acabei por a arrumar numa qualquer figura de estilo. Mas, há momentos em que aquelas palavras soam-me como uma terrível verdade.

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publicado às 00:29

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por Tomás Vasques, em 27.12.06
Melhor do que isto é muito difícil...
«pergunto-me naturalmente se Rui Rio não estará muito bem encaminhado para suceder a Marques Mendes e fazer verdadeira oposição a um Governo totalitárioJCS (Lóbi do Chá) O sublinhado é meu! E o trabalho que dá desmontar afirmações destas. Talvez enviá-lo para a Coreia do Norte um mês seja mais prático.

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publicado às 23:19

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por Tomás Vasques, em 27.12.06
Os meus CD`s de 2006.



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publicado às 19:22

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por Tomás Vasques, em 27.12.06

A mania das grandezas.

Conta-se que D. João V mandou um emissário a Antuérpia para encomendar um carrilhão para o Convento de Mafra. O artesão fundidor flamengo, porque a peça era muito cara, não aceitou a encomenda sem que, primeiro, o emissário transmitisse ao tal "rei de Portugal" o preço. Ora, viajar da Flandres a Portugal no século dezoito não era empresa fácil. E lá veio o emissário de volta. D. João ficou ofendidissímo com tal afronta. E, para mostrar o que é um português de boa cepa, reenviou o emissário à Flandres com o seguinte recado: nunca pensei que um carrilhão feito por um bom artesão flamendo fosse tão barato. Sendo esse o preço quero dois. E, por isso, existem dois carrilhões no Convento de Mafra. O ouro do Brasil e as especiarias asiáticas moldaram o nosso requintado modo de estar na vida: a mania das grandezas.

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publicado às 16:39

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por Tomás Vasques, em 27.12.06
Rescaldo do Natal.
Nos primeiros vinte e cinco dias de Dezembro os portugueses gastaram em compras pagas através de Multibanco 994 euros por segundo - informa o DN. E ainda há quem me queira contar a história de que o Natal é uma festa religiosa.

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publicado às 09:27

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