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por Tomás Vasques, em 31.05.06
Professores zangados com a Ministra da Educação

Para avaliar o que os professores pensam da Ministra da Educação é elucidativo ler os comentários ao texto: Verdes pedem demissão de ministra por acusar professores de serem responsáveis pelo insucesso escolar. (Público online)

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publicado às 20:29

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por Tomás Vasques, em 31.05.06
«Bush perturbado» - diz a notícia.
«O presidente norte-americano, George W. Bush, declarou-se hoje «perturbado» com as suspeitas de um massacre de civis iraquianos perpetrado por marines no Iraque e garantiu que, a confirmarem-se as alegações, os culpados serão punidos.
Bush notou estar preocupado com as informações iniciais que denunciam que um grupo de marines matou 24 civis, entre os quais mulheres e crianças, em Haditha, em 19 de Novembro, depois de um dos seus companheiros ter sido morto numa emboscada à unidade.
O presidente recordou que o departamento de Defesa abriu uma investigação ao ocorrido, que alguns observadores compararam ao massacre de My Lai, no Vietname, em 16 de Março de 1968.
Essa chacina é considerada por analistas como um ponto de inflexão na guerra do Vietname, que acabou com a derrota norte-americana em 1973
». (Diário Digital)

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publicado às 19:54

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por Tomás Vasques, em 31.05.06
Posto de escuta (em actualização)
1. «BELISQUEM-ME!»,
Jorge Ferreira (Tomar Partido).
2. «A opinião segundo a opinião como formulação do conhecimento colectivo»,
TR (Sapatos Pretos).
3. -«OUVIDOR?», Tiago Barbosa Ribeiro (Kontratempos)
4. «Hoje há festa! ». A Cristina (Objectiva 3) faz hoje dois anos de intensa actividade bloguistica, sobretudo nas fotos sobre NY.

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publicado às 10:54

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por Tomás Vasques, em 31.05.06
O país está tranquilo.
O Chefe do Estado anda discretamente pelo país a alertar contra a exclusão social e a motivar vontades privadas para este problema nacional; o Primeiro-ministro anda discretamente a governar Portugal; as oposições andam discretamente a opor-se ao governo; os sindicatos andam discretamente a protestar; a comunicação social anda discretamente sem assunto que valha. Os jacarandás estão em flor. Percebe-se, pelo ar que se respira, que o país está apenas à espera do mundial de futebol. (Ah, Timor! Se não fosse Timor como mataríamos o tédio até ao dia 9 de Junho).

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publicado às 10:44

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por Tomás Vasques, em 30.05.06
A Noite dos Animais Inventados



Foi hoje apresentado na Gulbenkian o livro infantil que foi distinguido com o prémio Branquinho da Fonseca 2005: A Noite dos Animais Inventados, da autoria de David Machado - um jovem escritor que vê a sua primeira obra publicada. Outras se seguirão, tenho a certeza!

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publicado às 20:40

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por Tomás Vasques, em 29.05.06
Até amanhã



(A propósito das vacas de Lisboa: GERSTEIN, Brush cow,105 x 70 cm, colecção permanente da Galerie du Pharos, Marseille)

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publicado às 23:45

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por Tomás Vasques, em 29.05.06
Cavaco Silva.
O Presidente começou timidamente a exercer o seu mandato em Alcoutim.

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publicado às 22:43

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por Tomás Vasques, em 29.05.06
Distracção americana.
No tempo em que os animais falavam, ainda o muro de Berlim se mantinha intacto, o continente sul-americano era uma zona de influência dos Estados Unidos – quase uma coutada livre da influência de Moscovo, à excepção de Cuba. Nos anos 70 e 80 não havia ditadura, de Buenos Aires a Santiago do Chile, de Manágua a Montevideo que não estivesse assente sobre as estacas dos serviços secretos norte-americanos. E em milhões de dólares, obviamente. Estilhaçada a União Soviética, a partir do início dos anos noventa, os Estados Unidos abriram o apetite por outras paragens até então menos acessíveis, e aí concentram dólares, militares e serviços secretos, descurando completamente a retaguarda. Acreditam, certamente que, apesar de estarem ali ao pé da porta, sem a batuta ideológica de Moscovo e sem rublos, os Chavez, Morales e outros vão cair de podres. Para já, ainda não são esses os indicadores, antes pelo contrário: a América Latina – os povos da América Latina – massacrada e miseribilizada pelas ditaduras militares suportadas pelos Estados Unidos e pela incompetência e a corrupção de socialistas, sociais-democratas e conservadores, está madura para procurar novas experiências. E, quem conhece aquele continente; quem conhece aqueles povos, sabe que essas experiências não se reduzem ao colete-de-forças ideológico do pensamento europeu. Até ver, a distracção norte-americana com o Iraque/Irão, vai dando frutos. Eles que se cuidem..

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publicado às 21:59

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por Tomás Vasques, em 29.05.06

(Lisboa, Santa Justa, Maio de 2006. Foto TV))

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publicado às 00:59

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por Tomás Vasques, em 28.05.06
28 de Maio (2)

Isto são pérolas: «E, senhores, aprendam de uma vez por todas: "fascista" era Rolão Preto, Salazar era um integralista com a benção do Vaticano!»
(Meu caro Luis (Tugir) :o sol não gira à volta da terra, nem um "pide" quando torturava ou assassinava se interrogava se o que estava a fazer era em nome do fascismo ou do integralismo lusitano com a benção de Deus).

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publicado às 18:28

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por Tomás Vasques, em 28.05.06
28 de Maio.

É uma questão académica, para emoldurar, discutir se o regime moldado por Oliveira Salazar durante quase meio século foi fascista ou não; saber se as suas caracteristicas respeitavam a pureza ideológica do fascismo é, hoje, bizarro e deslocado das preocupações das pessoas. Para além da questão académica, no plano ideológico e político, só meia dúzia de pessoas que gostariam de professar o salazarismo sem que levassem para casa o rótulo de fascistas é que levantam a questão tentando passar pela única nesga possível: o fascismo está, na consciência colectiva, associado ao terror da segunda guerra mundial e Salazar não. Mas a história não se repete. E se alguma vez as sociedades europeias avançarem para regimes ditatorias é porque se criaram condições objectivas para isso. É evidente que esta questão é, também, afectiva: dizer que o fascismo não existiu a quem lutou contra a ditadura e a quem sofreu as suas consequências, mesmo passados estes anos todos, dá vómitos. Porque, na altura, não era uma questão académica.
(Meu caro Luis, não é uma questão de desistir; é uma questão de situar a importância dos problemas com que nos defrontamos).

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publicado às 17:43

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por Tomás Vasques, em 27.05.06
Até amanhã.


(Caterine Abel, Le Reve I 2001 (50 x 60 cm) Oléo sobre tela)

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publicado às 23:50

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por Tomás Vasques, em 27.05.06
Arquivar por inutilidade superveniente da lide

Um pequeno texto de Vital Moreira, no Causa Nossa, intitulado ironicamente "O fascismo nunca existiu", mereceu uma resposta de André Azevedo Alves, no Insurgente, sob o título: "O Estado Novo não foi um regime fascista", onde este evidencia um conhecimento ideológico profundo próprio de quem viveu intensamente a ditadura do Estado Novo (talvez tenha conhecido a prisão, a tortura ou, quem sabe, algum parente próximo assassinado pela polícia política). Depois, é um ver se te avias entre Carlos Manuel Castro e Luis Novaes Tito, no Tugir.
O velho ditador caiu da cadeira (que fatalidade simbólica tão estranha) há muitos anos e o mundo moveu-se tanto nestas últimas quatro décadas. Hoje, quando entre os estudantes do secundário é difícil encontrar quem saiba distinguir Oliveira Salazar de Afonso Henriques, é inutil explicar a quem quer que seja que o sol não gira à volta da terra.

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publicado às 22:47

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por Tomás Vasques, em 27.05.06
Farmácias
João Morgado Fernandes, DN. (sublinhados meus)

Para o consumidor/eleitor, as medidas que ontem foram anunciadas para o sector dos medicamentos têm, antes de mais, um valor simbólico.
José Sócrates tomou posse com um discurso em que prometia afrontar os lóbis e escolheu como exemplo as farmácias. Passados alguns meses, a promessa estava cumprida e era possível comprar medicamentos em hipermercados. Ontem, a poderosa Associação Nacional das Farmácias (ANF) assinou um acordo com o Governo acerca da propriedade dos ditos estabelecimentos que, à partida, parecia impossível a quem viu, não há muitos meses, um debate televisivo entre o presidente da associação e o ministro da Saúde de rara violência verbal.
Ou seja, de uma clima de guerra, em que a palavra de ordem era "contra os lóbis legislar", passou-se a uma fase em que até parece ser possível negociar. A mensagem para o consumidor/eleitor é que um governo empenhado pode sempre, se o quiser, aplicar o seu programa eleitoral. Seja por uma via mais impositiva seja pela via negocial. Que o exemplo frutifique e que os lóbis deixem de ser apresentados como travão.
Para o eleitor, independentemente das leituras sobre a coragem política do Governo ou mesmo da orientação mais ou menos liberalizadora, importa saber se, enquanto consumidor, ganha alguma coisa com as mudanças anunciadas.
Aparentemente, sim. A par da liberalização da propriedade das farmácias, o Governo anunciou outras medidas que, embora talvez de forma mitigada, poderão representar quer um mais fácil acesso aos medicamentos quer a sua compra a preços um pouco mais baixos.
Resta saber se haverá, de facto, condições de mercado que permitam a concorrência e o livre funcionamento do mercado. E isso depende, fundamentalmente, do muito que ainda há a negociar entre o Governo e a ANF, por exemplo, no que respeita ao modo como o Estado devolve às farmácias a comparticipação da venda de medicamentos. A intenção programática do Governo é retirar o monopólio dessa lucrativa intermediação à ANF. Será que teremos novidades para a tal teoria do relacionamento com os lóbis?

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publicado às 09:13

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por Tomás Vasques, em 27.05.06
As farmácias, finalmente.
Paulo Ferreira, no Público (Sublinhados meus)

«A pergunta que deve ser feita perante o pacote de medidas para o sector das farmácias apresentado ontem pelo primeiro-ministro não é "porquê?", mas antes, "porquê só agora?".
Por que é que um regime de escandalosa protecção de uma corporação, a dos farmacêuticos proprietários de farmácias, demorou 40 anos a ser desmantelado, 30 dos quais passados já em democracia? Por que é que um cidadão pode ser dono de uma clínica médica ou de uma companhia de aviação mas não pode ser dono de uma farmácia?
(...) As questões são apenas retóricas, porque nem João Cordeiro, o presidente da Associação Nacional de Farmácias e primeiro rosto destes interesses, nem qualquer dos governantes das últimas décadas terão respostas plenamente esclarecedoras. Como não têm os deputados que permitiram, durante tanto tempo, que um grupo de algumas centenas de proprietários de farmácias mantivessem protegidos os seus negócios de elevadas margens de comercialização em prejuízo do interesse comum dos cidadãos.
Este é um tema onde há poucos inocentes e que simboliza a forma como se arrastam no país os problemas, não por falta de solução mas por evidente falta de determinação.
(...) As medidas apresentadas ontem pelo Governo, e largamente inspiradas numa recomendação recente da Autoridade da Concorrência, são uma lufada de ar fresco. Mais do que serem essenciais para a competitividade do país, porque o sector farmacêutico tem reduzida importância nesse plano, têm um valor simbólico: as corporações têm que ser combatidas e o interesse geral tem que estar sempre acima de coutadas privadas.
Este é um mérito que tem que ser creditado a José Sócrates, à sua determinação e teimosia. Pode sempre apontar-se uma cedência aqui e ali à ANF, a falta de coragem para ir mais longe na liberalização ou ainda as dúvidas que subsistem sobre a passagem das propostas à prática. Mas isso são apenas detalhes quando a perspectiva é que o panorama do sector mude de forma tão radical e no sentido certo.

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publicado às 08:21

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