A EU abandonou a exigência da
senhora Merkel de introduzir nas Constituições de cada um dos Estados uma norma
que fixasse um limite para o deficit orçamental. A exigência alemã era um
perfeito disparate, igual a muitos outros vindos daquele lado. Primeiro, poucos
governos conseguiriam os consensos de maiorias qualificadas para alterar as
respectivas constituições, o que provocaria uma impossibilidade política de tal
exigência se concretizar. Segundo, tratava-se de uma norma imperfeita, sem
qualquer consequência ou sanção. Não estou a ver, em termos de funcionamento da
democracia, um governo cair «automaticamente» se, após a execução orçamental,
se verificasse um deficit superior ao consagrado na norma constitucional. E se caísse
«automaticamente», e fosse reeleito após novas eleições, era um governo «anticonstitucional»?
Estas tonterias à Merkel têm os seus defensores cá dentro de portas. Ainda irão
insistir nesta treta ou vão, agora, esquecer o assunto?
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