Três ou quatro centenas de controladores áereos espanhóies abandonaram o seu trabalho sem aviso prévio, lançando a confusão em muitos aeroportos europeus e deixando mais de um milhão de passageiros ao deus dará. Nos tempos que correm as greves com maiores consequências provêm de gente bem remunerada que não quer prescindir do segundo (ou terceiro) carro, nem das férias em ilhas paradísiacas. O governo espanhol deu a resposta que se impunha nesta situação, entregando o camando das torres de controlo dos aeroportos civis às Forças Armadas e declarando o estado de emergência, o que implica que os grevistas ficaram sob a alçada do Código Militar Penal. Estão todos a voltar ao trabalho com o rabinho entre as pernas. Pelas declarações dos espanhóis retidos nos aeroportos, o governo pode despedir imediatamente todos os controladores que toda a Espanha aplaudirá. Esta acção contra as regras e pondo em causa a segurança de pessoas não foi um tiro nos pés. Foi uma rajada nas pernas.
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