Começa a ser vulgar, demasiado vulgar, os comentadores se referirem ao estado lastimoso em que se encontra o PSD, associando ora os candidatos à liderança, ora o próprio partido, quase sempre, a «defuntos», «coveiros», «em fase terminal», etc. Hoje, no DN, Alberto Gonçalves, sob o título O direito do PSD à eutanásia, escreve:
Vasco Pulido Valente chamou defuntos aos candidatos. "Coveiros" talvez fosse mais exacto. De qualquer modo, o congresso do PSD ameaça passar por um velório, e é duvidoso que mesmo um milagre, incluindo a descida de Cristo ou a de Marcelo, o transforme numa festa. Quando em estado terminal, às vezes um moribundo apenas precisa de morrer em paz.
O que comentadores de diversas quadrantes vêem, também o «Zé Povinho» vê. Sabendo isso, sabendo que são incapazes de produzir um programa consistente de governação que mereça o apoio dos portugueses, sem líderes à altura das circunstâncias, alguma Direita – mais radical, mais extrema, e mais jovem decidiu percorrer o caminho mais fácil: chamar a polícia para, à força (não dos fuzis, mas dos «processos» judicias»), afastar os socialistas do governo. Procuram, assim, substituir o governo que resulta de eleições recentes. Em seu lugar sonham colocar lá um dos 3 candidatos à liderança do PSD. Não lhe interessa - a esta Direita – o bem-estar dos portugueses ou a saúde da democracia e do Estado de Direito. Interessa-lhe o poder pelo poder. É muito pouco. Haja decoro.
SOBRE LIVROS E OUTRAS ARTES
CONSULTA
O amor nos tempos da blogosfera
LEITURA RECOMENDADA.
Alice Campos (a tradução da memória
António Manuel Venda (Floresta do Sul)
António Vilarigues (O Castendo)
António Garcia Barreto (O Voo das Palavras)
Blogue de textos, ideias e imagens
Carla Hilário de Almeida Quevedo (Bomba Inteligente)
Carlos Manuel Castro (Palavra Aberta)
valter hugo mãe (Casa de Osso)
Fernando M. Dinis (Fico até tarde neste mundo)
Francisco José Viegas (A Origem das Espécies)
Jorge Ferreira (Tomar Partido)
José Teófilo Duarte (Blogoperatório)
João Espinho (Praça da República em Beja)
João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos)
João Melo Alvim (O Homem do leme)
Luís Castro (Cheiro a Pólvora)
Luís Filipe Cristóvão (mil nove sete nove)
Luís Milheiro (Viagens pelo Oeste)
Porfirio Silva (Machina Speculatrix)
Mariana (Ilustração Portuguesa)
Mário Rui (Lisboa como vontade e representação, oh yeah)
Miguel Abrantes (Câmara Corporativa)
O restaurador da Independência
Pleitos, Apostilas e Comentários
Rui Perdigão (Vida das Coisas)
Sofia Loureiro dos Santos (Defender o Quadrado)
Tiago Moreira Ramalho (O Afilhado)
Torquato da Luz (Ofício Diário)
Voando sobre um ninho de dúvidas
Crónicas de um passáro de corda
Fernando Baptista (A Seta e o Alvo)
Sitio com vista sobre a cidade
Paulo Moura (Repórter à solta)
