Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
Negócios.

Passo os olhos por blogues que se assumem como liberais (no sentido de todo o poder ao mercado) e de direita e constato que usam frequentemente a palavra «negócio» em sentido pejorativo, associando «negócio» a acto moral ou juridicamente ilícito (o «negócio» da Fundação das Comunicações; o «negócio» dos contentores da Liscont). Aliás, usam-no no mesmo sentido que Luís Fazenda, o candidato do BE à Câmara de Lisboa, usou como slogan durante a campanha eleitoral: Lisboa não é um negócio. Mas, a Luís Fazenda fica-lhe bem porquanto, para ele, o lucro é um roubo. Hoje já ninguém pode dizer, como antigamente: «fiz um bom negócio» ou «este é o meu negócio» sem correr o risco de o tomarem por corrupto ou gatuno. Com a ajuda dos defensores da economia de mercado, socializaram a palavra, antes de socializarem a economia. É meio caminho andado para criminalizarem o lucro. Isto está a escorregar tão de mansinho que nem os liberais se dão conta do seu contributo para esta socialização.



Por Tomás Vasques às 16:50
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