Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Treinador de sofá.

A autora do blogue Açúcar Amarelo, residente em Moura, explica o que é Ser sportinguista:

«É abdicar do fim-de-semana e acordar cedo no sábado de manhã para participar na excursão ao Estádio de Alvalade.  É deixar o blusão no autocarro sem olhar ao frio para mostrar o equipamento do Sporting. É assistir a uma hora e meia de meninos mimados, que não sabem honrar a camisola, a correr atrás de uma bola e fazer a longa viagem de regresso com a desilusão de mais uma derrota. E é acordar no dia seguinte, entrar para o banho e dizer:

- Mãe! Arranja-me aí um fato de treino para vestir com o casaco do Sporting!

Obrigada, obrigada, obrigada.
»

Isto não é fácil.

 



Por Tomás Vasques às 01:15
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Blogues.

O Tiago Barbosa Ribeiro regressou à blogosfera, depois de uma longa ausência, agora com o Metapolítica.



Por Tomás Vasques às 17:40
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Histerias, como antigamente.

A histeria de que, hoje, no Correio da Manhã, fala Constança Cunha e Sá, anda à solta. Esta histeria é tão deslocada que, depois, nas eleições, fica espantada com os resultados.



Por Tomás Vasques às 17:07
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Meter o pé em ramo verde.

Os tempos estão difíceis para a liberdade individual e a privacidade: o caso de John Terry, capitão do Chelsea, prova que já não se pode dar uma queca fora do casamento sem correr o risco de perder tudo, inclusive a fortuna e o emprego. Como diria Agostinho da Silva, isto só está bom para quem não tem cartão de contribuinte, nem fortuna, nem emprego.



Por Tomás Vasques às 16:53
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Privacidade.

A SIC N transmitiu há pouco uma pequena reportagem onde se falou de adolescentes que se deixavam fotografar, pelo namorado, no recato da sua privacidade, em situações e poses íntimas, e depois descobriram que as fotografias se tornaram públicas, sem que para isso fossem tidas, nem achadas, através da Internet. Ainda há quem - cada vez menos, mas ainda aparece por aí alguém - a condenar estas violações do direito à privacidade.



Por Tomás Vasques às 16:39
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Ficção.

Daniel Oliveira está empenhado em demonstrar que a criação literária é um território em que se sente como peixe na água.



Por Tomás Vasques às 16:26
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Espreitar pelo buraco da fechadura.

 

- Espreitaste pelo buraco da fechadura? Isso não é bonito.

- Não. Não, eu nunca espreitei pelo buraco da fechadura.

- Então, não viste nada.

- Vi.

- Se viste é porque espreitaste?

- Não. Sim, espreitei, mas só vi um bocadinho.

- Espreitaste e não viste tudo? Só um bocadinho? Ainda pior.

foto: narcis vergiliu

 



Por Tomás Vasques às 15:53
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Liberdade de expressão. TVI.

Hoje, às 23 horas, vou estar na TVI 24 à conversa com Ana Margarida Craveiro, primeira subscritora da petição-manifestação «Todos pela liberdade», convocada para quinta-feira, dia 11 de Fevereiro, às 13h,30, frente à Assembleia da República.



Por Tomás Vasques às 15:29
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
A liberdade começa na privacidade.

Ainda há por aí vozes preocupadas com a devassa em curso, como a de Henrique Fialho:

«Preparai-vos, povo, vêm aí tempos intimidatórios. De hoje em diante, quem poderá dizer o que pensa em privado sem temer vir isso a tornar-se público? Nojento. Mais triste se torna verificar que, à esquerda e à direita, praticamente toda a oposição ao diabólico Sócrates não denota a mínima indignação para com este criminoso atentado contra a liberdade. A liberdade começa na privacidade. Termos a nossa privacidade garantida é o mais básico fundamento de um edifício que se vai construindo e conquistando ao longo da vida, o edifício da liberdade. Que esse valor apareça ultrajado desta forma, com a complacência de tantos, é absolutamente degradante.»

 



Por Tomás Vasques às 18:54
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Perguntas e respostas.

A pergunta:

Alguém acredita que a PT se prestaria aos serviços que, ao que parece, tem andado a fazer ao governo, caso Belmiro de Azevedo fosse hoje o seu presidente?

 

A minha resposta:

 

Caso fosse o mesmo Belmiro de Azevedo que despediu diplomaticamente José Manuel Fernandes de director do Público – mais uma vítima do holocausto -, tal como um outro  Belmiro de Azevedo, o da Prisa, que afastou Manuela Moura Guedes, é provável que sim, que também se «prestaria aos serviços». A este e a qualquer outro governo, se estas decisões têm este entendimento. 

 



Por Tomás Vasques às 16:23
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Um país entregue aos bichos.

 

 

A Mónica Marques não quer saber de gráficos de vendas, e quando lhe tocam na literatura…

«Resolvi que voltava ao Rio no dia em que entrei na Fnac do Vasco da Gama perguntei por um livro da Agustina Bessa Luís e me disseram que todos, TODOS os livros dela tinham sido devolvidos à editora. Tinha acabado de beber uma daquelas àguas de sabores que agora há aí em Lisboa e que são extremamente viciantes, sentia-me bem e segura, mas gosto sempre de ler para roubar ideias. Leio muito os bons, porque é assim que se aprende.

A vendedora da Fnac devia ter uns vinte anos e era feia e tinha borbulhas e vivia em Porto Salvo e estava cagando para a Agustina portanto também cagou de alto para o meu espanto questionador  snob, Mas então quer dizer que vocês não têm livros da Agustina?

Sim, deviam estar aqui há muito tempo sem vender e por isso foram devolvidos. 

Não tenho dúvida, isso é um país entregue aos bichos

 

 

 

 



Por Tomás Vasques às 15:50
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Corre Sarah, corre.

Sarah Palin acusou, ontem, durante a «Festa do Chá», Obama de estar a afogar o país em dívidas com a reforma da saúde e os planos de estímulo à economia e de resgate dos bancos. A republicana classificou o orçamento para 2011 de "imoral" – o défice ultrapassa um bilião de dólares – e denunciou: «A dívida ficará com as crianças, isto é roubar uma geração.» Não há, pelos vistos, argumentos novos.



Por Tomás Vasques às 13:13
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Democracias.

Michelle Bachelet, Presidente do Chile, termina o seu mandato presidencial, com um índice de popularidade de 95%. Na altura das eleições presidenciais, em meados de Janeiro, às quais não se candidatou por imposição constitucional, esse índice de popularidade estava em 85%. A 11 de Março toma posse o novo Presidente do Chile, Sebastián Piñera. Na Costa Rica, Óscar Árias, prémio Nobel da Paz, em 1987, Presidente entre 1986 e 1990 e entre 2006 e 2010, também com índices de popularidade elevados, não se candidatou por imposição constitucional. Laura Chinchilla, ex-vice-presidente de Óscar Arias, venceu as eleições presidenciais de ontem. Estes dois casos, no Chile e na Costa Rica, demonstram que, em democracia, não há referendos para alterar a Constituição afim de prolongar o número de mandatos presidenciais, independentemente da popularidade de quem exerce o cargo. Hugo Chávez dorme descansado porque, para mal dos venezuelanos, isso da democracia não cabe nos seus planos.



Por Tomás Vasques às 12:47
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Os arautos do novo PREC.

 

Vai por aí, na blogosfera, uma ladainha constitucional à volta da possibilidade de demissão do primeiro-ministro. Discute-se se o Presidente da República pode ou não, neste momento, demitir o primeiro-ministro. Não pode, a não ser que embarcasse numa aventura anti-constitucional de resultados imprevisíveis. Não estão preenchidos os pressupostos do n.º 2 do art.º 195 da Constituição. Nem sequer se trata de uma questão de interpretação, mas de factos (não está em causa «o regular funcionamento das instituições democráticas» e, prova disso, são as decisões dos Tribunais Superiores e do Procurador sobre as matérias que envolvem o primeiro-ministro). Depois, há a prática constitucional: nunca um Presidente da República demitiu um primeiro-ministro usando os poderes conferidos na alínea g) do artigo 133º, conjugado com o nº 2 do artigo 195. Finalmente, estamos a falar de um governo reeleito democraticamente há 4 meses. É evidente que Cavaco Silva não vai protagonizar um «golpe de Estado constitucional» só para fazer a vontade a duas ou três centenas de «sulistas e elitistas» que desejam um PREC invertido. Seria o caminho da desgraça: no quadro da actual Assembleia da República não há alternativa de governo que se aguente. Ficaríamos em banho-maria até finais de Abril, altura em que o Parlamento pode ser dissolvido. E, eventualmente, o PS (com o actual primeiro-ministro à cabeça) poderia ganhar as eleições antecipadas. Era a altura de Cavaco Silva se demitir. Há que respeitar a Constituição e o resultado das eleições democráticas. Se Cavaco Silva não quer este governo, a única alternativa passa pela dissolução, nos prazos constitucionais, da Assembleia da República e a convocação de novas eleições. Alcançar o poder através de golpes de Estado e contra a vontade expressa dos eleitores foi chão que deu uvas. Este ano comemora-se o 5 de Outubro de 1910 e não 0 28 de Maio de 1926.

 

Imagem - A Morte de Sócrates, Jean-Louis David.

 



Por Tomás Vasques às 10:48
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Simples e cristalino (2).

Bem-vindos ao futuro, de Pedro Adão e Silva.



Por Tomás Vasques às 23:33
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Simples e cristalino.

Cabeça fria, de Filipe Nunes Vicente.



Por Tomás Vasques às 17:54
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Livros.

 

A Quetzal acaba de publicar mais três escritores sul-americanos: A Origem da Tristeza do argentino Pablo Ramos (Buenos Aires, 1966); Receitas de Amor para Mulheres Tristes do colombiano Héctor Abad Faciolince (Medellín, 1958) e Hidrografia Doméstica do argentino Gonzalo Castro (Buenos Aires, 1972) – um romance de estreia.

 



Por Tomás Vasques às 16:45
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A frase.

Nos últimos dois, três dias, a frase que mais ouvi no mercado, na pastelaria, na rua ou no metro foi: «Isto está mau».



Por Tomás Vasques às 09:19
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Hipocrisias políticas.

A maior parte daqueles para quem «Sócrates é o nosso maior problema» e que, nos últimos 5 anos, mais desejaram vê-lo pelas costas, são precisamente aqueles que, nos últimos dois dias, mais criticaram a possível demissão do primeiro-ministro. Afinal, em que ficamos: querem que Sócrates se vá embora ou querem que fique?



Por Tomás Vasques às 00:30
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O pior é que já ninguém se rala…

Francisco Proença de Carvalho diz, com razão, que «se o país não endoideceu, anda lá perto…».



Por Tomás Vasques às 00:04
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Blogues.

Apareceu o primeiro blogue atento às presidenciais: Alegre Cavaqueira.



Por Tomás Vasques às 23:23
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Bom senso.

Escreve Nilton, no Albergue Espanhol: «Colocar 2 milhões de euros dentro das luvas de um piloto para que este possa sentar o “rabinho” como 3º piloto de esquadria Virgin era o mesmo que o estado Português ter de pagar ao Real Madrid para contratar o Ronaldo.» É elementar.



Por Tomás Vasques às 10:09
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Citações.

 

«O primeiro-ministro resolveu almoçar com o ministro da Presidência e Jorge Lacão no restaurante do Hotel Tivoli, que é notoriamente frequentado por personagens da política, do jornalismo e dos negócios. Foi um almoço de amigos ou, pelo menos, de colegas de trabalho. Sem qualquer dúvida um acto privado. A certa altura, o director da SIC e Bárbara Guimarães pararam uns minutos na mesa dele e o primeiro-ministro, provavelmente inspirado pela companhia, resolveu dar a sua opinião sobre Mário Crespo, com quem anda com certeza furioso por causa do programa Plano Inclinado. Para Sócrates, como seria de esperar, Mário Crespo é um "problema a resolver", e devia (com Medina Carreira) estar higienicamente metido num manicómio. As pessoas sempre falaram assim na intimidade. Dizer mal do próximo é um prazer velho como o homem.

Mas Sócrates falou alto de mais. Tão alto que um coscuvilheiro qualquer conseguiu ouvir e começou a divulgar a conversa, ninguém sabe, ou pode saber, com que exactidão e respeito pela verdade. O que não impediu Mário Crespo de se erigir tragicamente em vítima e de contar o episódio numa "coluna" do Jornal de Notícias, que o director do dito jornal (que não é em bom rigor um tablóide inglês) se recusou a publicar. Isto provocou um enorme escândalo na imprensa e na televisão, que tomaram indignadamente o partido de Crespo e trataram Sócrates como se não houvesse a menor diferença ente o restaurante do Tivoli e a Assembleia da República. Não se percebe porquê. Parece que o primeiro-ministro não tem direito à privacidade ou que de repente a coscuvilhice se tornou numa fonte fidedigna e usável.

Se de facto assim é, daqui em diante nenhuma personagem com alguma notoriedade pública fica ao abrigo dos piores vexames. Nada agora, eticamente, impede que a imprensa e a televisão recrutem bandos de espiões com o propósito de recolher ou "extrair" todo o lixo disponível sobre criaturas de quem não gostam ou que, em geral, atraem audiências: políticos, músicos, jogadores (ou treinadores) de futebol e até, calculem, jornalistas. Claro que o exemplo vem de cima: vários deputados do PS já querem revelar na Net os rendimentos de cada um de nós. Tarde ou cedo, mais cedo do que tarde, vamos viver numa sociedade ao pé da qual a Ditadura passaria por um regime tolerante e digno. O "caso Mário Crespo" contribuiu consciente ou inconscientemente para apressar as coisas. Portugal nunca, no fundo, se habituou à liberdade.»

 

Vasco Pulido Valente, Público, 05.02.0.10

 

 



Por Tomás Vasques às 09:52
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
Livros.

 

A Editora Quetzal lançou o novo livro do escritor, ensaísta e crítico Eduardo Pitta, Aula de poesia. A obra (será apresentada por Pedro Mexia, no dia 10 de Fevereiro, às 18h.30, na FNAC Chiado) é composta por várias crónicas sobre escritores como Eugénio de Andrade; Adília Lopes; Camilo Pessanha; Judith Teixeira; Jorge de Sena; Manuel Gusmão; Joaquim Manuel de Magalhães; Carlos Drummond de Andrade; Manuel de Freitas; Carlos de Oliveira; Gonçalo M. Tavares; Rui Knopfli; Fernando Assis Pacheco; Mário Cesariny; Sophia de Mello Breyner; Herberto Hélder; VGM; António Botto; Cesário Verde, entre outros.

In Nicotina Magazine.

 



Por Tomás Vasques às 13:06
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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Mais um bouquet de flores.

A Ministra da Cultura activou o Conselho Nacional de Cultura – um órgão consultivo do ministério – e convidou para aí ter poiso uma dezena de personalidades com reconhecidos méritos.



Por Tomás Vasques às 18:20
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Big Brother.

Leio nos jornais que o PS se prepara para apresentar um projecto de Lei que, a ser aprovado, colocará on-line os rendimentos brutos anuais de todos os cidadãos portugueses contribuintes. O combate à corrupção só pode acabar num grande big brother. Já se perdeu a noção de direitos individuais, de privacidade. Não vão acabar com a corrupção, mas vão acabar com as sociedades democráticas.

Adenda:

«Francisco Assis, líder da bancada parlamentar do PS, deixou hoje cair uma proposta que três deputados socialistas e vice-presidentes da bancada tinham feito com o objectivo de tornar públicos os rendimentos dos contribuintes.»

Adenda 2: Desculpem-me a ousadia. Não sei se alguém chamou louco ao Mário Crespo ou não, mas isso não é relevante, porque de louco todos temos um pouco. Mas, digo eu, se Strecht Ribeiro, deputado do PS, produziu mesmo esta afirmação, pode ser desde já internado, com dispensa de exames médicos:

 

«Parece-nos razoável que, sendo nós um imenso condomínio de 10 milhões, cada um de nós saiba a permilagem de cada um dos outros para sabermos se há um efectivo contributo que corresponda àquilo que é o bocado que temos neste imenso latifúndio»



Por Tomás Vasques às 13:42
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Nicotina Magazine.

João Gomes Ferreira lançou, ontem, o Nicotina Magazine – «primeiro magazine on-line de alta cultura. Subversivo, pós-revolucionário e viciante», onde se escreve sobre literatura, cinema, arte e design, dança e teatro, música, blogues e outros vícios. Este primeiro número inclui crónicas e ensaios de Luís Novaes Tito, Maria Isabel Goulão, Maria Inês de Almeida, Nuno Ramos de Almeida, Vasco Campilho e um texto meu (A história de uma cubana que ensinou o gato a nadar). Um projecto jovem a merecer aplauso.

 



Por Tomás Vasques às 09:36
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Vichyssoise à Marcelo?

 

A «historieta» de Mário Crespo tem duas abordagens diferentes. Uma, a não publicação do texto pelo JN. Não se trata de uma notícia por «ouvir dizer». É um texto de opinião, apesar de ser construído a partir de uma «conversa» de credibilidade duvidosa. A não publicação é um acto de censura. Inequivocamente.  Se contém algum crime tipificado na lei será apreciado pelos tribunais a pedido dos prejudicados. Depois, ninguém deve esquecer que o «fruto proibido é o mais apetecido». A segunda abordagem é a credibilidade do facto por «ouvir dizer que…» que sustenta o texto assinado por Mário Crespo. E essa, a credibilidade, é curta. Muito curta. Outros jornais já escreveram que o tal «director executivo de um canal de televisão» estava a almoçar na mesma sala (com Bárbara Guimarães), mas não na mesma mesa e que passaram pela mesa onde estavam os visados de Mário Crespo, no fim da refeição, num acto de cortesia, o que, a ser assim, torna a «historieta» ainda mais rocambolesca: uma espécie de vichyssoise à Marcelo. Mas é para ser discutida, não é para ser proibida.

 



Por Tomás Vasques às 21:43
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Rosa Lobato de Faria (1932-2010).

 

Rosa Lobato de Faria, poetisa, por vocação; actriz, por convicção; e romancista, por gosto pela escrita.

 



Por Tomás Vasques às 17:56
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Liberdades.

Não é demais repetir o óbvio: a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão não estão automaticamente asseguradas pelo facto de cada órgão de comunicação social possuir um leque de comentadores diversificado, plural. É necessário mais. É necessário que nenhum jornalista se sinta ameaçado, pressionado ou condicionado no exercício da sua actividade. A qualidade da nossa democracia, tantas vezes maltratada, depende sobretudo disso. Só os Tribunais são competentes para avaliar e julgar os «excessos».



Por Tomás Vasques às 07:37
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Citações (2).

 

 

Citei atrás uma frase de Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa, que nos quer incutir o «espírito dos revoltosos de 31 de Janeiro de 1891» para nos ajudar a ultrapassar a actual crise. Também Cristina Kirchner, Presidente da Argentina, num discurso à Nação, tendo em vista ultrapassar a crise na Argentina, disse: «Comer carne de porco melhora a actividade sexual. Eu acho que é muito mais gratificante comer um porco grelhado do que tomar Viagra». Cristina Kirchner explicou que passou um fim-de-semana maravilhoso com o marido depois de comer carne de porco. Faltou a Cavaco Silva dar um exemplo da sua vida que provasse estar irmanado do «espírito dos revoltosos». Demagogia por demagogia, que se lixe a revolução, viva a carne de porco.



Por Tomás Vasques às 00:39
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Domingo, 31 de Janeiro de 2010
Citações.

«Espero que as comemorações do centenário da República sejam um factor de mobilização nacional capaz de incutir nos portugueses do século XXI o mesmo espírito dos revoltosos de 31 de Janeiro [de 1891], um espírito inconformista e de esperança»

 

Cavaco Silva, Presidente da República.

 



Por Tomás Vasques às 16:57
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Conversas privadas.

Esperanza Aguirre, dirigente do PP e presidente da Comunidade de Madrid, não se apercebeu que um jornalista estava por perto, com o microfone ligado, quando chamou «filho da puta» a um seu correligionário do PP. Esperanza Aguirre diz que não se referia a Alberto Ruiz-Gallardón, antigo presidente da Comunidade de Madrid e actual presidente da Câmara da capital espanhola, e «inimigo de estimação de Aguirre» dentro do PP, o que não é relevante. Até  «gente fina» da direita espanhola trata os seus adversários políticos, incluindo os do seu partido, nas conversas privadas, de filho da puta para cima. É sempre um assunto delicioso para os jornais, mas não percebo como há gente que se espanta.



Por Tomás Vasques às 16:12
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Tomás Vasques
tomasvasques@gmail.com
Livros e prazeres.


Livros em destaque.








Artes Plásticas


Luis Beato, 15x15, The world in a box. Sábado, 26 de Setembro, 15 horas. Galeria Palpura (Rua Alberto Vilaverde Cabral, Restelo).
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